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Mercados reagem à decisão do Copom e observam dados de emprego

SÃO PAULO - A quinta-feira tem fraca agenda de indicadores e o destaque fica com a repercussão da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que surpreendeu ao cortar a Selic em 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A maioria dos agentes acreditava em corte de 0,75 ponto, mas não descartava uma atitude mais agressiva. Não houve consenso, e o placar foi de 5 votos pelo corte de 1 ponto contra 3 por redução de 0,75 ponto.

Valor Online |

No entanto, no comunicado, o colegiado afirmou que com essa ação já fez parte relevante no movimento de flexibilização da política monetária. " Com isso, o Comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação. "
Esse mesmo tipo de expressão foi utilizado quando o BC começou a elevar a taxa básica de juros em abril do ano passado. Mas vale lembrar que tal comentário se mostrou precipitado.

A maior reação à Selic de 12,75% deve acontecer no mercado de juros futuros, onde os agentes corrigem as taxas de curtas e talvez revejam o tamanho do ciclo de juros embutido nos vencimentos longos depois dos comentários sobre aparte relevante da flexibilização.

A medida também pode refletir na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas o humor da renda variável está mais ligado a fatores externos.

Além da decisão do BC, os agentes recebem os dados sobre o mercado de trabalho brasileiro em dezembro do ano passado. Por volta das 9 horas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta a Pesquisa Mensal de Emprego e a previsão aponta para taxa de desemprego de 7,1% no último mês de 2008, contra 7,6% em novembro.

No mercado de câmbio, o BC fará mais um leilão, o quarto, para rolar os swaps cambiais que vencem em fevereiro. Serão ofertados 36 mil contratos em dois vencimentos diferentes.

Nos Estados Unidos, são esperados os dados sobre a construção de novas moradias e os pedidos de alvarás de construção. Também são divulgados os pedidos semanais por seguro-desemprego.

No âmbito corporativo, são aguardados os resultados da AMD, Google, Lockheed Martin, Microsoft e Nokia.

A semana acaba com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de janeiro, espécie de prévia da inflação oficial.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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