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Mercados: Reação à derrota do plano de resgate nos EUA é o foco hoje

SÃO PAULO - Os indicadores econômicos da terça-feira ficam ofuscados pela repercussão da derrota do governo George W. Bush, que não conseguir aprovar ontem o plano de resgate ao setor financeiro, que previa US$ 700 bilhões para sanear o balanço dos bancos.

Valor Online |

Os mercados em Nova York e por aqui refletiram a medida com toda a intensidade, mas as bolsas na Europa e Ásia só reagem hoje ao 'não' dado pelos congressistas. A proposta foi rejeitada por 228 votos a 205.

Na segunda-feira, o Dow Jones desabou mais de 777 pontos, maior perda em pontos da história, ou 6,98%. E a Nasdaq cedeu 9,14%. Por aqui, o Ibovespa fechou o dia com perda de 9,36%, aos 46.028 pontos, mas chegou a perder mais de 10% no começo da tarde ativando, assim, o " circuit breaker " , medida cautelar que pára os negócios quando as oscilações do índice são muito bruscas. A queda foi a maior desde 14 de janeiro de 1999, data na qual foi observado o último " circuit braker " .

Os investidores esperam agora que o projeto seja reformulado ou que o governo encontre outra forma de atuar para restabelecer a confiança dos agentes no setor financeiro.

Olhos voltados também para a Europa, onde os bancos centrais fizeram uma série de resgates de instituições financeiras, indicando que a crise se espalha com grande velocidade pela região.

A agenda interna de indicadores reserva a sondagem da indústria da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a nota de política fiscal e superávit primário do Banco Central (BC).

Nos EUA, atenção para os dados sobre a confiança do consumidor e o índice de preço de imóveis da S & P/Case Shiller.

A semana ainda reserva a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), produção industrial brasileira e os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA em setembro.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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