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Mercados: Prenúncio de mais crise voltou a derrubar as bolsas no mundo

SÃO PAULO - As bolsas de valores americanas recuaram ontem, com a queda de ações de bancos diante de novas preocupações sobre a economia e mais perdas ligadas à crise hipotecária.

Valor Online |

O índice Dow Jones teve baixa de 1,19%, a 11.642 pontos. O Standard & Poor´s 500 caiu 1,21%, a 1.289 pontos. O Nasdaq recuou 0,38%, a 2.430 pontos.

Notícias de que o JP Morgan Chase registrou perdas de US$ 1,5 bilhão neste trimestre com ativos ligados a hipotecas derrubou as ações do banco. A instituição tinha escapado do pior da crise de crédito e suas perdas ressaltam as preocupações de que as turbulência do mercado financeiro pioraram. O Goldman Sachs também pesou sobre o setor financeiro após analistas - incluindo Meredith Whitney, do Oppenheimer & Co, e Michael Mayo, do Deutsche Bank - cortarem as estimativas de resultados do banco de investimento. O índice KBW de ações bancárias caiu 6,4%.

O presidente da unidade regional do Federal Reserve (Fed) de Dallas, Richard Fischer, acrescentou pessimismo ao afirmar que a economia americana está em um período prolongado de desaceleração.

As bolsas européias encerraram o pregão com recuo, afetadas por perdas de papéis do setor bancário e de mineração. A correção dos preços das commodities e a baixa dos preços dos metais influenciaram negativamente os papéis das mineradoras. Além disso, perspectivas de perdas adicionais para os bancos também justificaram a queda de ações da área financeira.

O indicador FTSE-100, de Londres, fechou com queda de 0,13%, aos 5.534 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX encerrou aos 6.585 pontos, com recuo de 0,36%. O CAC 40, de Paris, cedeu 0,44%, para os 4.518 pontos. O índice de blue chips Eurofirst-300 caiu 0,33%.

Em Londres, as ações da BHP Billiton perderam 1,34% e as da Rio Tinto caíram 1,20%. A cotação de metais como ouro, platina e cobre passam por uma correção no mercado internacional há cerca de uma semana.

No setor bancário, os papéis do banco francês BNP Paribas caíram 3,68% em Paris. O JP Morgan relatou que as condições do setor hipotecário pioraram no mês passado e levaram o banco a assumir uma perda contábil de US$ 1,5 bilhão em ativos lastreados em hipotecas.

Adicionalmente, o suíço UBS anunciou prejuízo de 358 milhões de francos suíços (US$ 329 milhões) no segundo trimestre deste ano. A instituição também disse que a tendência adversa do cenário econômico e financeiro não deve ter alteração na segunda metade deste ano.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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