SÃO PAULO - Desde a semana passada, os indicadores econômicos perdem importância em razão do agravamento da crise de crédito mundial e nesta quarta-feira não deve ser diferente. Os mercados operam descolados de seus fundamentos, reagindo ao humor internacional conforme se desenrolam as negociação no Congresso dos EUA para levar adiante o plano de resgate para o setor financeiro.

Os investidores aguardam a aprovação do plano que liberará US$ 700 bilhões para que o Tesouro dos Estados Unidos dê início ao saneamento dos bancos, retirando os ativos ilíquidos relacionados às hipotecas do caixa dos bancos.

Em meio a esse cenário, os investidores aguardam um novo pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke. Ontem, em discurso no Senado, o dirigente do banco central americano pediu urgência na aprovação das medidas e disse que, caso os congressistas falhem em atingir um acordo para a rápida implementação do plano, cresce a chance de uma recessão nos Estados Unidos.

Por aqui, o indicador mais relevante do dia é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro. A previsão é de que o indicador, prévia da inflação oficial, aponte alta de 0,22%.

Os investidores também esperam a nota de mercado aberto do Banco Central.

A agenda externa reserva as solicitações semanais por empréstimos hipotecários, a venda de imóveis usados e os estoques de petróleo e derivados.

A semana ainda reserva os dados sobre o mercado de trabalho brasileiro, o IPC da Fipe e o resultado final do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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