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Mercados: Piora externa fala mais alto e puxa Bovespa para baixo

SÃO PAULO - O mercado brasileiro tentou, mas não conseguiu escapar da forte piora de humor externo. Depois de subir mais de 1% durante a manhã, o Ibovespa fechou o dia com baixa de 0,40%, aos 54.502 pontos, com giro financeiro em R$ 5,19 bilhões. Com apenas duas altas em oito pregões, a perda no mês chega a 8,4%.

Valor Online |

As ações da Petrobras, que operaram com destaque durante todo o pregão, fecharam o dia em alta, contendo uma queda ainda maior do índice. A ação PN fechou a R$ 33,07, valorização de 1,13%, e a ON subiu 0,85%, para R$ 40,20.

Os papéis da estatal refletiram os fortes resultados trimestrais e uma série de recomendações de compra de bancos e corretoras nacionais e estrangeiras. Ontem, a Petrobras reportou lucro líquido de R$ 8,783 bilhões para o segundo trimestre do ano, crescimento de 29% no comparativo anual.

Atuando em direção contrária, as siderúrgicas tiveram mais um pregão de baixa. Com o terceiro maior volume do dia, Usiminas PNA caiu 3,03%, para R$ 55,90, seguida por Gerdau PN, que perdeu 3,07%, para R$ 28,02. CSN ON recuou 2,49%, para R$ 51,61. Baixa também para a ação PNA da Vale do Rio Doce, que não resistiu às vendas no exterior. O ativo fechou o dia valendo R$ 34,60, leve baixa de 0,02%.

Em Wall Street, notícias negativas sobre o setor financeiro estimularam uma realização de lucros depois dois dias de alta. O Dow Jones caiu 1,19%, enquanto o Nasdaq perdeu 0,38%.

Segundo o diretor da Trust Investimento, Edson Hydalgo Júnior, o mercado brasileiro acabou não resistindo à piora de humor no cenário externo. Além disso, a proximidade do vencimento do Ibovespa futuro, que acontece amanhã, também somou instabilidade ao pregão.

Júnior lembra que os investidores estrangeiros seguem na ponta vendedora e uma forma mais rápida de se desfazer de posições é vender o índice futuro, além dos papéis no mercado à vista.

Para o especialista, os últimos balanços apresentados confirmam a atratividade do preço das ações e a recomendação para os investidores que tenham um horizonte de investimento de seis meses a um ano é buscar essas oportunidades dentro da Bovespa.

Pelo que estamos avaliando, os dados da economia norte-americana começam a melhorar. O problema ainda está em alguns bancos, mas assim que isso passar os estrangeiros voltam e o mercado brasileiro pode ter uma puxada de alta, afirma.

Observando o mercado graficamente, o diretor aponta que há espaço para o Ibovespa recuar até os 53.600 pontos.

Ainda dentro do Ibovespa, destaque de alta para a ação PNB da Cesp, que subiu 6,42%, para R$ 27,65, depois de cair mais de 9% ontem. Ganho de 6,14% para Embraer ON, que fechou a R$ 12,79. Bom desempenho também para o papel ON da JBS, que teve valorização de 4,84%, para R$ 7,36.

Na ponta oposta, Duratex PN caiu 5,55%, para R$ 25,00. A companhia fechou o trimestre com lucro de R$ 84 milhões, alta de 7,8% no comparativo anual, mas o desempenho operacional não agradou, com as margens prejudicadas por custos maiores.

Fora do índice, Bovespa Holding e BM & F caíram mais de 6,4% cada para R$ 15,25 e R$ 10,60, respectivamente. Baixa com volume acentuado também para Redecard ON, que perdeu 5,22%, para R$ 28,31. Segundo alguns operadores, esses papéis servem de indicação do fluxo de recursos estrangeiros.

Queda acentuada também para as ações ON da MMX Mineração, que valiam R$ 12,79 no fechamento dos negócios, ou baixa de 8,64%. Ações de outras empresas de Eike Batista também caíram. A LLX Logística caiu 4,88%, para R$ 3,70, MPX Energia recuou 5,10%, para R$ 465,00, e OGX Petróleo cedeu 4,28%, para R$ 670,00.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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