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Mercados: Petrobras e Vale garantem alta de 1,90% na Bovespa

SÃO PAULO - A recuperação no preço de algumas commodities, aliada a balanços trimestrais positivos, garantiu novo pregão de alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa fechou a terça-feira com valorização de 1,90%, aos 57.542 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,43 bilhões.

Valor Online |

Segundo o assessor de investimentos da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, a melhora de indicadores internacionais para o preço e energia e metais deu o tom nos negócios por aqui, deixando a Bovespa descolada da instabilidade observada nas bolsas norte-americanas.

Em Wall Street, o Dow Jones começou o pregão em baixa e operou perto da estabilidade durante grande parte do dia, até garantir fechamento aos 11.656 pontos, ou alta de 0,4%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq teve uma alta mais sustentada, subindo 1,21%.

O destaque do pregão ficou com os carros-chefe. Vale PNA teve valorização de 1,85%, para R$ 36,71, com o maior volume negociado. Os agentes aguardam o resultado trimestral da companhia, que será apresentado ainda hoje.

Forte alta também para Petrobras PN, que avançou 3,41%, para R$ 33,30. Por trás da alta, alguns rumores indicando que o governo teria desistido de criar uma nova estatal para administrar os recursos provenientes da exploração das reservas do pré-sal. O assunto, que começou a ser debatido no governo após a descoberta do campo de Tupi, é mal visto pelo mercado, que teme o uso político da estatal.

Ainda de acordo com Monteiro, outro ponto que deu força ao movimento comprador foram os resultados trimestrais do dia. A Gerdau apresentou lucro de R$ 2,124 bilhões para o segundo trimestre, alta de 85% no comparativo anual. A ação PN da companhia ganhou 1,35%, para R$ 32,12. Ainda no setor, CSN ON valorizou 2,65%, para R$ 57,90, e, na contramão, Usiminas PNA recuou 0,48%, para R$ 61,20.

A ação PNA da Braskem fechou com alta de 2,95%, para R$ 13,58. A petroquímica fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 383 milhões, cifra 36% maior no comparativo anual, refletindo ganhos com variação cambial.

Foco também para o segmento de papel e celulose. A Votorantim Celulose e Papel (VCP) pagou R$ 2,71 bilhões por 28% das ações ordinárias da Aracruz que estão com a holding Arapar. Com isso, a VCP abre o caminho para assumir o controle da companhia.

Ao final do pregão, a ação PNB da Aracruz caía 0,19%, para R$ 10,48. A ação ON, que tem baixa liquidez, perdeu 26,17%, para R$ 11,51. Já a ação PN da VCP subiu 8,98%, para R$ 39,80, maior valorização dentro do índice.

Os bancos também tiveram bom desempenho, com a ação ON do Banco do Brasil subindo 5,0%, para R$ 24,15. As units do Unibanco ganharam 4,14%, para R$ 21,09, e a ação PN do Bradesco teve valorização de 2,42%, para R$ 32,15.

Na ponta vendedora, JBS ON teve mais um dia de baixa, seguindo a proibição dos embarques de carne processada para os Estados Unidos. A ação perdeu 3,08%, para R$ 6,90. Com cinco dias seguidos de queda, o papel acumula baixa de 19%.

Fora do Ibovespa, forte valorização para a ação ON da varejista Marisa, que fechou o dia valendo 11,59% mais, a R$ 5,10. A companhia fechou o segundo trimestre com lucro de R$ 29,6 milhões no segundo trimestre, elevação de 35% no comparativo anual.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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