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Mercados: Petrobras e cena externa derrubam Bovespa em 7,75%

SÃO PAULO - A quarta-feira encerrou de forma bastante negativa para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Além do pessimismo externo e da queda no preço das commodities, os investidores reagiram negativamente aos resultados da Petrobras.

Valor Online |

Operando em baixa desde o começo dos negócios, o Ibovespa perdeu de 7,75%, fechando aos 34.373 pontos, menor patamar em duas semanas. O giro financeiro voltou a ganhar corpo, superando os R$ 5,09 bilhões.

Segundo o economista da M2 Investimentos, Roberto Alem, o grande problema do dia foi o resultado da Petrobras. Apesar do lucro recorde de R$ 10,8 bilhões, o balanço mostrou aumento nos custos e queda acentuada nas margens. Segundo Alem, isso causa preocupação quanto à capacidade da estatal de gerar lucro em um momento de queda acentuada no preço do petróleo.

Ainda de acordo com o economista, esse quadro também gera dúvidas sobre a viabilidade da exploração de petróleo na área do pré-sal, ainda mais se for levada em conta a escassez de crédito.

O papel PN da estatal fechou o dia valendo 13,75% menos, a R$ 20,62, e o ON caiu 13,25%, para R$ 24,94. Citando as mesmas preocupações, os analistas do Credit Suisse cortaram a recomendação para as ações da estatal de "outperform" para "neutro".

Alem aponta, também, que a as vendas se acentuaram ainda mais depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou mudanças no plano de US$ 700 bilhões voltado ao resgate do setor financeiro.

Contrariando as expectativas do mercado, Paulson indicou que o dinheiro não será utilizado para comprar ativos podres que estão na carteira dos bancos. Segundo o secretário, será mantida a política de compra de ações das instituições financeiras como forma de melhorar os balanços.

Paulson também apontou uma nova meta para o programa: dar suporte ao credito ao consumidor em áreas como cartões de crédito e financiamento de veículos. Isso evidencia maior preocupação com o contagio do lado real da economia e o futuro dos gastos do consumidor, em meio a crescentes evidências de contração nas despesas.

"O mercado viu com maus olhos essas alterações. A mudança de rumo no plano pode resultar em mais tempo para solucionar os problemas", resume o economista.

De volta à Bovespa, queda acentuada para o papel PNA da Vale, que recuou 6,65%, para R$ 23,86. Ainda no setor de commodities, Gerdau PN caiu 6,39%, para R$ 13,90, com quarto maior volume do dia. Usiminas PNA fechou valendo 9,27% menos, ou R$ 22,00.

Seguindo os pares internacionais, os bancos caíram com força. Bradesco PN teve queda de 7,83%, para R$ 21,75, Itaú PN recuou 6,95%, para R$ 23,96. Unibanco unit cedeu 6,55%, a R$ 12,98 e Banco do Brasil ON se desvalorizou 7,37%, para R$ 13,19.

Apenas dois dos 66 papéis que compõem o índice apresentaram valorização. Cteep PN fechou com alta de 4,36%, aos R$ 42,99, e CCR Rodovias ganhou 0,88%, para R$ 20,42.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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