Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Pessimismo toma conta e Bovespa cai mais de 4,5%

SÃO PAULO - Com as vendas impulsionadas pela instabilidade externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fecha a terça-feira com forte baixa. O Ibovespa caiu 4,54%, encerando aos 34.

Valor Online |

094 pontos, menor pontuação desde 28 de outubro. O giro financeiro foi baixo, somando apenas R$ 3,20 bilhões.

Em Wall Street, o pregão foi marcado por forte instabilidade. Depois de ganhos de mais de 2% durante parte do pregão, o Dow Jones vou a cair no período da tarde e, com cerca de meia hora para o encerramento dos negócios, o índice perdia 0,56%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq perdia 2,06%.

O dia foi carregado de notícias externas, com pronunciamentos do presidente do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, e do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, dados econômicos e notícias corporativas. Os investidores também aguardam alguma solução para as montadoras norte-americanas, que buscam US$ 25 bilhões com o governo para evitar a falência.

O sócio da MH, Marcelo Chakmati, não enxergou dentro da carregada agenda do dia, uma notícia pontual que justificasse essa queda acentuada para a bolsa brasileira. Segundo o especialista, o ambiente reflete, de fato, aversão ao risco e o medo de uma desaceleração econômica muito intensa.

Para o especialista, a turbulência parece ter longa data para acabar e fica cada vez mais difícil enxergar um ponto de recuperação para a atividade econômica. "Infelizmente entramos em uma espiral para baixo que vai demorar em se reverter."
De maneira geral, também aumentam as dúvidas sobre como o Brasil vai se comportar dentro desse ambiente. Para Chakmati, a história de que o país pode sofrer menos do que outros países com a crise externa já foi por água abaixo.

Dentro do Ibovespa, destaque negativo para os bancos, que seguiram seus pares internacionais e caíram de forma acentuada. Com o terceiro maior volume do dia, Itaú PN perdeu 7,64%, para R$ 23,80, Bradesco PN se desvalorizou 7,36%, para R$ 22,00 e as units do Unibanco caíram 7,71%, para R$ 13,15.

As empresas ligadas às commodities também perderam valor. Petrobras PN fechou o dia valendo 5,86% menos, a R$ 19,25, e Vale PNA caiu 4,77%, para R$ 23,14. Entre as siderúrgicas, o ativo ON da CSN perdeu 6,82%, para R$ 21,99, e Gerdau PN recuou 5,79%, fechando a R$ 13,00.

À parte da instabilidade, as elétricas operam em alta durante todo o pregão. Light ON teve valorização de 3,24%, para R$ 22,92, e Eletropaulo PNB subiu 1,96%, para R$ 26,97. Valorização também para o papel ON da CCR Rodovias, que fechou a R$ 22,50, ou alta de 2,50%.

De volta à ponta vendedora, Sadia PN desabou 12,86%, para R$ 3,25, e TIM Participações ON cedeu 9,73%, para R$ 5,19. Petrobras ON, JBS ON, Gafisa ON, Metalúrgica Gerdau PN, BM & FBovespa ON e Perdigão ON caíram mais de 7% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG