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Mercados: Pessimismo externo fala mais alto e derruba Bovespa em 3,6%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem mais um pregão de acentuada perda, retomando patamar de preço não observado desde o final de março. Depois de uma breve tentativa de recuperação, o Ibovespa fecha a quarta-feira com queda de 3,61%, aos 61.106 pontos. O giro financeiro segue elevado, acima de R$ 6,3 bilhões. Das máximas registradas em maio, o índice já perdeu cerda de 12.800 pontos, ou mais de 17%.

Valor Online |

Em Wall Street, o dia também foi de baixa, mas a queda foi menos acentuada. O Dow Jones perdeu 1,46%, e o Nasdaq caiu 2,32%. O humor virou de vez depois que o petróleo firmou alta e fechou o dia cotado acima dos US$ 143 o barril, desencadeando renovadas preocupações com o cenário inflacionário.

De acordo com o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, o cenário externo marcado pela desvalorização do dólar e conseqüente alta das commodities sinaliza uma dificuldade crescente de combate a inflação. Mas o que mais chama atenção é a omissão do banco central norte-americano, que permite essa desvalorização da moeda.

Segundo Daoud, tal cenário é preocupante para o mundo todo, mas nos EUA, o dólar baixo ajuda na redução dos déficits público e de contas externas do governo, além de favorecer a indústria, que parece estar se adaptando bem a essa nova situação.

No âmbito interno, Daoud indica que há dúvida quanto à competência do governo em atuar contra o aumento nos preços. A situação piora e de concreto não há nada. Falta gestão das expectativas.

Voltando o foco para a Bovespa, o diretor acredita que o índice esteja próximo do fundo. Analisando graficamente, Daoud acredita que há espaço para o Ibovespa subir para os 66 mil pontos nos próximos dias. Agora é a hora de entrar na bolsa.

As vendas do dia foram puxadas pelos carros chefes, papéis que concentram as posições de investidores estrangeiros. Petrobras PN, que chegou a subir 1,6%, fechou o dia valendo 4,57% menos, ou R$ 43,98. A queda foi mais acentuada para a Vale. O papel PNA da mineradora recuou 5,73%, para R$ 43,40, e o ON cedeu 5,12%, para R$ 52,19.

As siderúrgicas, papéis que vinham com altas expressivas em 2008, também foram alvo de venda. A ação ON da CSN perdeu 7,49%, para R$ 63,20, maior queda dentro o Ibovespa. Gerdau PN caiu 7,10%, para R$ 35,85, e Usiminas PN desvalorizou 4,64%, para R$ 71,90.

Apenas 7 dos 66 papéis que compõem o índice apresentaram valorização. O destaque ficou com a ação ON do JBS, dona dos frigoríficos Friboi, que subiu 4,11%, para R$ 8,10. Analistas do UBS soltaram comentários positivos sobre a empresa. Pelo segundo dia Cosan ON ganha valor, avançando 3,58%, para R$ 29,20.

Tim Part ON, Lojas Renner ON e Cyrela ON perderam mais de 6% cada.

Entre os bancos, Bradesco PN garantiu alta de 0,28%, para R$ 32,10, enquanto Itaú PN caiu 0,24%, para R$ 32,05. Já o ativo ON do Banco do Brasil perdeu 2,38%, para R$ 29,29.

Fora do índice, destaque de baixa para OGX Petróleo. A ação ON da companhia que fez a maior oferta de ações da Bovespa caiu 13,24%, para R$ 999,00. O ativo movimentou mais de R$ 330 milhões, perdendo só para Petrobras PN e Vale PNA em volume financeiro.

Os BDRs da Laep, que controla a Parmalat, caíram mais de 20% pelo terceiro dia seguido. As vendas seguiram redução na recomendação feita pelo UBS. O recibo de ação caiu 22,68%, para R$ 1,50.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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