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Mercados: Pessimismo dominou negócios na quinta-feira: Bovespa perdeu os 60 mil pontos e dólar subiu

SÃO PAULO - Mais um dia pessimista para os mercados brasileiros. E o discurso segue o mesmo: preocupação com a inflação e alta de juros reduzindo as perspectivas de crescimento. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) as tentativas de alta não encontram suporte e as vendas deprimem cada vez mais o índice, que cedeu nada menos que 8,8% em três pregões.

Valor Online |

No câmbio, mercado que segue mais descolado da instabilidade, o menor fluxo de recursos imposto pelo feriado nos EUA resultou em valorização do dólar, mas nada muito expressiva. Os juros futuros ensaiaram baixa, mas a aversão ao risco e a incerteza quanto ao comportamento dos preços por aqui garantiram o acumulo de prêmios.

Em Wall Street, o pregão encerrou mais cedo e não há negócios hoje devido ao feriado de 4 de Julho. O Dow Jones garantiu fechamento em alta, avançando 0,65%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq caiu 0,27%. Os investidores reagiram positivamente aos dados sobre o mercado de trabalho, que vieram em linha com o esperado, ajudando a afastar a preocupação com uma desaceleração mais acentuada da atividade econômica. De acordo com o Departamento de Trabalho, os EUA perderam 62 mil postos de trabalho em junho e a taxa de desemprego ficou estável em 5,5%.

O petróleo continuou assustando, testando máximas na linha dos US$ 146 o barril. A alta não causa surpresa ainda mais depois que o Banco Central Europeu (BCE) subiu a taxa de juros da zona do euro, de 4% para 4,25%, tirando ainda mais a atratividade do dólar. É sabido que, quanto mais o dólar deprecia, mais as commodities sobem.

Na Bovespa, as ações da Petrobras seguem descoladas do preço do petróleo, puxando as perdas dentro do índice. Os vendedores também bateram forte nas siderúrgicas. A Vale perdeu valor, assim como os bancos, que não sustentaram uma tentativa de recuperação.

Ao final da quinta-feira, o Ibovespa somou 59.273 pontos, queda de 3%. O feriado em Nova York já reduziu o número de negócios, com o giro financeiro somando R$ 5 bilhões, contra os R$ 6,3 bilhões de quarta-feira.

O dólar bateu R$ 1,602 na mínima, mas a cautela falou mais alto. A moeda encerrou o dia negociada a R$ 1,609 na compra e R$ 1,611 na venda, valorização de 0,49%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa fechou com elevação de 0,44%, a R$ 1,610. O volume financeiro foi de US$ 606 milhões.

Os juros futuros ensaiaram uma correção técnica, mas não encontraram motivo para devolver os prêmios acumulados recentemente. As curvas precificam alta de 0,75 ponto percentual na Selic e alguns economistas começam a questionar o bem mais precioso de um Banco Central (BC), a sua credibilidade.

Depois de duas altas na taxa básica e um endurecimento de discurso, as expectativas continuam piorando. Parte disso também se deve à posição do governo, que, depois de inúmeras reuniões e anúncios, não apareceu com medidas concretas para o controle de preços.

Ao final da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 aumentou 0,04 ponto percentual, para 13,47% anuais. Janeiro de 2010, o mais negociado, acabou com ganho de 0,05 ponto, a 15,39% ao ano, depois de cair a 15,26% na mínima. O vencimento janeiro 2011 valorizou 0,06 ponto, para 15,60%. E janeiro 2012 avançou 0,10 ponto, para 15,35%.

Na ponta curta, agosto e setembro de 2008 encerraram estáveis a 12,32% e 12,55%, respectivamente. E o vencimento para outubro de 2008 fechou a 12,79%, expansão de 0,01 ponto.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 694.770 contratos, equivalentes a R$ 56,93 bilhões (US$ 35,60 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 420.145 contratos, equivalente a R$ 33,91 bilhões (US$ 21,20 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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