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Mercados: Pânico toma conta e Bovespa cai 7,34%

SÃO PAULO - No melhor estilo vende tudo a qualquer preço a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perdeu mais de 3.600 pontos nesta quinta-feira.

Valor Online |

O Ibovespa chegou ao final do pregão marcando 46.145 pontos, uma baixa de 7,34%. O giro financeiro foi elevado em comparação com os últimos dias, atingindo R$ 5,58 bilhões.

No meio da tarde, o índice chegou a cair 9,40% se aproximando de acionar o "circuit breaker" - sistema que suspende automaticamente os negócios quando a perda passa de 10%.

Tal evento inusitado aconteceu na segunda-feira, quando o desespero deu o tom dos negócios depois que os congressistas norte-americanos rejeitaram o plano de resgate do sistema financeiro dos EUA.

Hoje, a expectativa era de sessão mais calma, pois os senadores aprovaram uma segunda versão do mesmo plano de US$ 700 bilhões para o setor financeiro na noite de ontem. Mas a reação do mercado foi de pânico novamente.

Segundo o diretor da Corretora Socopa, Daniel Doll Lemos, não teve um fato específico que detonou essa onda de vendas. O que pesa sobre o humor do mercado é contínua restrição de liquidez e a crescente desconfiança entre os participantes do sistema financeiro.

Contribuindo para a instabilidade, mas nada além do já esperado, estavam os rumores de que a Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos votará contra o projeto mais uma vez. A expectativa é de que os congressistas votem amanhã o pacote já aprovado pelo senado.

Em Wall Street, o dia também foi de vendas exageradas, com o Dow Jones recuando 3,22%, enquanto o Nasdaq caiu 4,48%. Nos EUA, dados econômicos negativos também foram apresentados como justificativa para a queda, mas, para Lemos, dados ruins não deveriam causar surpresa, pois a economia do país está no meio da crise.

Ainda de acordo com Lemos, a paciência dos agentes, que aguardam a efetivação do plano desde a semana do dia 18 de setembro, começa a se esgotar. "É melhor esperar a aprovação para depois começar a acreditar na eficácia do plano", afirma.

O diretor da Socopa também chama atenção para a extrema volatilidade do Ibovespa. O índice começou a semana caindo 9,36%, subiu 7,63% na terça, ficou estável ontem e voltou a mergulhar mais de 7% hoje. "Isso está muito fora do padrão", ressalta.

No âmbito corporativo, as perdas são puxadas pelos ativos de maior liquidez que também são aqueles relacionados às commodities, que por sua vez perderam preço de forma acentuada hoje.

A ação PN da Petrobras recuou 8,16%, para R$ 32,05, seguida pelo papel PNA da Vale, que fechou a R$ 29,40, com desvalorização de 10,09%. Usiminas PNA cedeu 9,15%, negociada a R$ 35,90.

Pelo segundo dia seguido, a unit da América Latina Logística caiu forte com elevado volume. O ativo fechou o dia com baixa de 8,67%, aos R$ 10,32.

A maior baixa entre os 66 papéis do Ibovespa foi a da ação PNB da Cesp, que teve queda de 19,02% e passou a ser cotada a R$ 14,00. Logo depois ficou a Lojas Renner. O papel ON da varejista caiu 16,45%, para R$ 20,15.

Também caíram mais de 10%, os papéis ON da Gafisa, PN da Lojas Americanas, ON da B2W Varejo, PN da VCP, ON da Vale, PN da Bradespar e ON da Perdigão.

Destoando, TIM Participações ON teve valorização de 0,55%, para R$ 7,24. Sabesp ON subiu 0,36%, para R$ 27,23, e Comgás PNA ganhou 0,35%, para R$ 39,75.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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