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Mercados: Noticiário externo mina humor do investidor e puxa queda de 0,47% na Bovespa

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão de elevada instabilidade e começou a semana em território negativo. Depois de oscilar mais de 2 mil pontos entre a máxima e mínima, o Ibovespa fechou com baixa de 0,47%, aos 59.088 pontos, com giro financeiro em R$ 4,59 bilhões.

Valor Online |

Os ganhos observados durante a manhã foram deixados de lado depois que o setor financeiro norte-americano voltou a perder valor puxando baixas de mais 1% em Wall Street.

Notícias indicando que as financeiras hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac poderão ter que levantar algumas dezenas de bilhões de dólares para se adequar a uma mudança contábil acabaram com o bom humor do mercado norte-americano, que reagia de forma positiva à correção no preço do petróleo. Depois de uma tentativa de ganho no final da tarde, o Dow Jones fechou o dia com baixa de 0,50%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 0,09%.

Por aqui, as siderúrgicas e as ações da Vale limitaram as perdas do dia, mas não foram páreo para a queda de 2,93% no ativo PN da Petrobras, que fechou a R$ 41,93, liderando o volume de negócios. O ativo ON da estatal perdeu 2,54%, para R$ 51,26.

Os fabricantes de aço ganharam destaque depois que o JP Morgam divulgou relatório com comentários positivo sobre o setor, que segue beneficiado pela demanda interna e capacidade de repasse de custos. O papel ON da CSN ganhou 3,37%, para R$ 61,93, Gerdau PN avançou 3,03%, para R$ 34,00, e Usiminas PNA subiu 4,47%, para R$ 70,00. Bom desempenho e elevado volume para Vale PNA, que fechou a R$ 43,36, com ganho de 0,34%, e Bradesco PN que teve valorização de 0,63%, para R$ 31,51.

De acordo com o diretor de operações da Novação Corretora, Carlos Alberto de Oliveira Ribeiro, as oscilações observadas hoje evidenciam um mercado muito sensível à sinalização externa e sem força para se sustentar sozinho.

Além dos problemas do setor financeiro, Ribeiro lembra que as declarações da presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Janet Yellen, também contribuíram para o desempenho negativo das ações. Yellen disse que os problemas tanto no setor financeiro quanto imobiliário devem piorar mais antes de começar a melhorar. Qualquer notícia faz o índice mudar de direção, exclama o especialista.

Ainda de acordo com Ribeiro, a influência externa deve continuar determinando o rumo dos negócios por aqui e a cautela ganha força dada a proximidade da temporada de balanços nos Estados Unidos.

O trimestre já passou e a economia norte-americana não foi bem. É natural que os balanços sejam piores. Já tinha que ser esperado, mas cada número ruim vai causar um tumulto, avalia o especialista. Os ganhos em Wall Street começam a sair amanhã com a Alcoa dando o pontapé inicial.

Para o diretor, os balaços por aqui devem continuar fortes, mas esses eventos, por si só, não têm força suficiente para dar rumo à Bovespa. Se saírem balanços bons aqui e lá fora não tiver melhora, não adianta nada, afirma.

A fabricante de papel e celulose Aracruz deu a largada na temporada de balanços apresentando lucro líquido de R$ 262,1 milhões no segundo trimestre do ano. O resultado é 18% menor no comparativo anual, mas supera os R$ 167,9 milhões obtidos nos três primeiros meses do ano. Depois de subir mais de 1% pela manhã, a ação PNB da companhia caiu 1,79%, para R$ 10,95.

Ainda dentro do Ibovespa, a unit da ALL ganhou 4,79%, para R$ 19,44, e Embraer ON subiu 4,77%, para R$ 10,10. A fabricante de aeronaves entregou um número recorde de aviões no primeiro semestre: foram 97, montante 59% maior no comparativo anual.

Fora do índice, as ações ON da BM & F e da Bovespa Holding subiram mais de 4% cada, para R$ 13,48 e R$ 19,06. A BM & F Bovespa, resultado da fusão das companhias, teve receita líquida de R$ 577 milhões de janeiro até o dia 8 maio, segundo demonstração financeira apresentada hoje.

Os BDRs da Laep, empresa que controla a Parmalat, seguem em franca recuperação, avançando 19%, para R$ 2,42. Na sexta-feira, o ativo subiu 16,9%, vindo de uma alta de 14% na quinta-feira.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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