SÃO PAULO - Enquanto a decisão sobre taxa de juros brasileira não vem, os contratos de juros futuros mais curtos sobem, precificando a dúvida dos agentes sobre alta de 0,5 ponto ou 0,75 ponto percentual na Selic, explica o diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann.

Há pouco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em agosto de 2008 subia 0,07 ponto, para 12,64%. O vencimento para setembro de 2008 avançava 0,04 ponto, para 12,72%. O DI para outubro de 2008 valorizava 0,05 ponto, apontando 12,92%. E o contrato com vencimento em janeiro de 2009 ganhava 0,02 ponto, a 13,52%.

Já os vencimentos longos, explica Horstmann, perdem prêmio, refletindo a melhora nas expectativas de preços decorrente da desvalorização na cotação do petróleo e outras commodities no mercado internacional.

Também na BM & F, o DI para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,08 ponto, para 14,85%. Janeiro 2011 declinava 0,09 ponto, 14,81%. E janeiro 2012 apontava 14,50%, recuo de 0,10 ponto.

Na noite de hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), apresenta sua decisão. O diretor de gestão da Meta Asset Management acredita em ajuste de 0,5 ponto percentual, que levaria a Selic dos atuais 12,25% para 12,75% ao ano.

Segundo Horstmann, na ausência de surpresas inflacionárias e partindo da sensação de que o pior da inflação já passou, o ritmo de alta já está dado e os ajustes na taxa básica serão constantes até o início do ano que vem.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza hoje a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A liquidação acontece pela transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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