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Mercados: Na espera pelo Fed, Bovespa sobe 3,19% e dólar cai 2,83%

SÃO PAULO - O ritmo de recuperação tem prosseguimento no mercado internacional e leva junto a bolsa brasileira, onde a valorização supera os 3%. No segmento cambial, também prevalece clima de maior equilíbrio, com queda da moeda americana mesmo sem ofertas extraordinárias do Banco Central.

Valor Online |

O movimento de recuperação das moedas frente ao dólar está sendo visto no mundo todo hoje.

Às 13h40, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) tinha alta de 3,19%, aos 34.452 pontos, com giro financeiro de R$ 1,62 bilhão. Já o dólar comercial cai 2,83%, cotado a R$ 2,124 para a compra e R$ 2,126 para a venda, perto da mínima do dia, de R$ 2,1250.

Segundo Marcelo Chakmati, sócio da MH Investimentos, a expectativa positiva do dia é em relação ao juro americano. Os agentes esperam que o Federal Reserve repita o feito do último dia 8 de outubro e reduza mais uma vez o juro básico dos EUA em 0,50 ponto percentual, o que levaria o custo do dinheiro no país a 1% ao ano. A decisão será anunciada às 16h15 pelo Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

As apostas nesse sentido antecedem um alívio para as dívidas das empresas americanas, um estímulo para a atividade econômica em um cenário que beira a recessão, além de estimular também um aumento da tomada de risco para investimentos mais rentáveis.

O mercado já repercutiu positivamente pela manhã os corte de 0,27 ponto percentual no juro da China. Espera-se ainda que o Japão reduza o juro também 0,25 ponto percentual na semana que vem. Esse esforço vai no sentido de resgatar a economia global de uma possível recessão.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) também anuncia sua decisão hoje após o fechamento do mercado. As expectativas são mistas, há apostas na paralisação do ciclo de alta, e outras que apontam para a continuidade do aumento do custo do dinheiro como meio de conter pressões inflacionárias.

No segmento cambial, o rumo da moeda continua sendo de queda mesmo com atuações modestas do BC. Assim como no pregão de ontem, a divisa cai pouco mais de 1% espontaneamente, sem nenhum leilão de moeda no mercado à vista ou mesmo leilões de linha. A única operação, programada desde ontem, é um leilão de swap cambial, realizado às 13h.

Para João Medeiros, diretor de câmbio da Pionner, as expectativas de diminuição dos juros lá fora também favorecem a valorização do real em relação ao dólar. Tal decisão poderia devolver parte dos dólares de investidores que deixaram o país na última semana, graças a retornos maiores em países emergentes.

Medeiros avalia, no entanto, que essa onda positiva do mercado local, em vigor desde ontem, depende muito do que acontecer lá fora. Ou seja, se o Federal Reserve surpreender negativamente o mercado a probabilidade é que o humor se inverta tanto lá como aqui.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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