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Mercados mundiais encerram semana turbulenta com ganhos

O mercado financeiro internacional encerrou em clima de euforia uma semana que foi marcada pelas piores turbulências em muito tempo. Os temores que envolviam a saúde do mercado financeiro norte-americano se concretizaram na última segunda-feira (15), quando o gigante das hipotecas Lehman Brothers anunciou que vai pedir concordata.

Redação com agências |

 

As bolsas mundiais não reagiram bem à crise do banco norte-americano e tiveram um dia de fortes quedas, as maiores desde os atentados de 11 de setembro de 2001. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as perdas foram de 7,59%.

Arte/US

Na terça-feira, a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter inalterada a taxa de juros dos Estados Unidos deu um sinal de calma aos mercados, e as bolsas americanas e a paulista conseguiram registrar pregões de alta.

Mas no dia seguinte os mercados mundiais esqueceram o alívio da véspera. O anúncio de que o Fed socorreria a AIG, gigante do ramo dos seguros, com US$ 85 bilhões não aliviou os investidores, que encararam a medida com cautela. Mais um dia de fortes perdas nos mercados internacionais.

Na quinta-feira, os bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Japão anunciaram um socorro financeiro de mais de US$ 300 bilhões e as bolsas internacionais puderam respirar mais tranquilas.

Já na sexta-feira, as medidas do governo norte-americano para resgatar o sistema financeiro e restaurar a confiança nos mercados promoveram um grande alívio nas ações das bolsas de Nova York, encerrando a semana que viu a reforma mais dramática no cenário financeiro desde a Grande Depressão.

As bolsas de todo o planeta seguiram esse movimento e dispararam, impulsionadas pelos ganhos com os títulos bancários.

Algumas das medidas anunciadas nesta sexta-feira têm bastante impacto imediato sobre o mercado. O Federal Reserve pretende comprar com desconto dívidas de curto prazo emitidas por Fannie Mae e Freddie Mac e dos bancos estatais que concedem crédito imobiliário.

Além disso, o Tesouro dos EUA vai participar do pacote de ajuda. O Tesouro vai aumentar a oferta de empréstimos sem obrigação de pagamento (non-recourse loans, em geral pagos com os rendimentos dos recursos aplicados) para os bancos que administram fundos de mercados monetários, os money-market funds.

Esses fundos são considerados os mais seguros entre os investimentos, mas vinham apresentando fortes resgates nos últimos dias. Com isso, os bancos poderão honrar os resgates.

A medida também vai aliviar as restrições ao crédito, que vinham engasgando as empresas norte-americanas, disse Henry Paulson, secretário do Tesouro dos Estados Unidos.

Paulson disse que o plano envolverá centenas de bilhões de dólares.

"Estamos falando de centenas de bilhões de dólares. Isto precisa ser suficientemente grande para fazer uma diferença real e chegar ao coração do problema".

Para especialistas, a impressionante reação dos investidores ao plano apresentado por Paulson foi o primeiro sinal consistente de confiança do mercado de que a quebradeira de gigantes financeiros americanos pode estar perto do fim.

O eixo do plano (criar um fundo para absorver os títulos podres das instituições atingidas pela crise imobiliária) vai contra a cartilha da economia liberal, mas não tinha outra alternativa. Uma não intervenção estatal provavelmente levaria a economia para uma depressão, disse Mariana Costa, economista-chefe da Link Corretora.

O otimismo da sexta-feira contaminou a Bovespa, que subiu forte carregada pelos papéis de empresas financeiras e das ligadas a matérias-primas. O Ibovespa subiu 9,57%, a maior alta desde janeiro de 1999, quando houve a mudança do regime cambial brasileiro, que deixou de ser fixo e passou a ser flutuante, o que trouxe uma grande desvalorização do real frente ao dólar. Naqule dia, o Ibovespa chegou a subir 33%.

Arte/US

(Com informações da Reuters, Valor Online e AFP)

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