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Mercados: Mesmo com pacote, Bovespa cai 3,53% e perde 12% na semana

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a semana em forte baixa depois de um pregão bastante instável, com os investidores perdidos depois da aprovação do plano de resgate do setor financeiro norte-americano. O otimismo que prevalecia acabou junto com o ok ao pacote.

Valor Online |

Depois de subir mais de 4% na máxima do dia, o Ibovespa encerra com perda de 3,53%, apontando 44.517 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,03 bilhões.

Chama atenção a queda acumulada na semana: 12,33%. Para efeito de comparação, em todo o mês de setembro, que foi o pior mês desde abril de 2004, a baixa foi de 11,03%. Com isso, o Ibovespa fica devendo 30,32% no ano.

Segundo o gestor de renda variável da Umuarama Corretora, Rafael Moyses, a aprovação do plano de resgate foi algo positivo, mas não resolveu as dúvidas sobre como esse resgate aos bancos será colocado em prática.

Outro ponto de preocupação são os dados econômicos muito fracos nos EUA. Sinal disso, segundo o especialista, foi o dado sobre a criação de vagas hoje. Em setembro, a economia norte-americana perdeu 159 mil postos, maior baixa em cinco anos.

Ainda de acordo com Moyses, o mercado também espera mais ação das autoridades monetárias. O gestor lembra que o presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, disse, por meio de comunicado divulgado na tarde de hoje, que vai fazer tudo para evitar uma recessão. "Mas o mercado quer ver ação, ou seja, queda na taxa de juros", afirma.

Graficamente, o Ibovespa rompeu, hoje, um piso importante que vinha sendo respeitado desde o agravamento da crise. O índice caiu baixo dos 44.900, mínima intradia registrada em 16 de agosto do ano passado, no auge da crise subprime. Com esse patamar quebrado, a próxima parada fica nos 40 mil pontos.

No âmbito corporativo, o destaque negativo do dia ficou com o setor financeiro, que caiu forte depois da aprovação do plano de resgate. Com o terceiro maior volume do dia, o papel PN do Itaú caiu 7,10%, para R$ 27,87. Bradesco PN cedeu 5,03%, para R$ 27,35. As units do Unibanco desabaram 10,08%, para R$ 16,32, e o papel ON do Banco do Brasil fechou a R$ 19,00, baixa de 6,40%.

Os carros-chefe também perderam valor. Petrobras PN teve queda de 3,27%, negociada a R$ 31,00, e Vale PNA cedeu 1,49%, para R$ 28,96. Perda de 13,69%, para o ativo ON da BM & FBovespa, que agora vale R$ 7,10.

Liderando as perdas, Aracruz PNB desabou 24,80%, encerrando a R$ 4,85. A companhia apresentou hoje sua exposição aos derivativos financeiros de câmbio. O montante tem valor justo ("fair value") negativo de aproximadamente R$ 1,95 bilhão. Isso não quer dizer que a companhia terá um desembolso desse tamanho necessariamente. Nas datas de verificação contratual ou vencimento, as operações contratadas, que têm prazo médio de 12 meses, geram desembolso ou recebimento de caixa para a empresa, conforme o caso.

Por ora, a empresa indica que, apesar o efeito contábil negativo, as operações financeiras de derivativos têm efeito caixa positivo em cerca de R$ 25 milhões no terceiro trimestre.

À parte da instabilidade, Brasil Telecom SA PN ganhou 5,13%, para R$ 15,35. Lojas Renner ON garantiu alta de 4,66%, aos R$ 21,09. Depois de perder quase 20% ontem, Cesp PNB teve valorização de 4,28%, valendo R$ 14,60.

Fora do índice, destaque para o recibo de ação (BDR) da Laep, empresa que controla a Parmalat no Brasil, que disparou 31,81%, para R$ 0,29. No lado oposto, a ação PN do Banco Indusval caiu 17,64%, para R$ 7,00.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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