Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Juros longos recuam, com IPC menos pressionado

SÃO PAULO - Depois de um repique de alta no final da sessão de ontem, os contratos de juros futuro longos voltam a apontar para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

O tesoureiro do Banif Banco de Investimentos, Rodrigo Boulos, comentou que dois fatores ajudam a explicar esse recuo das curvas. Além da contínua queda no preço de algumas matérias-primas, os agentes também receberam mais um indicador confirmando arrefecimento das pressões inflacionárias no âmbito doméstico.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apresentou alta de 0,45% em julho, recuando de 0,96% registrado em junho.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 cedia 0,05 ponto, para 14,73%. Janeiro 2011 registrava perda de 0,09 ponto, 14,29%. E janeiro 2012 apontava 13,90%, desvalorização de 0,09 ponto.

Na ponta curta, setembro de 2008 perdia 0,02 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 opera estável a 13,08%. Novembro de 2008 não registrava negócios. E o contrato com vencimento em janeiro de 2009 aumentava 0,01 ponto, para 13,74%.

De acordo com Boulos, tal movimento da curva, com curtos com leve alta e longos recuando, denota a credibilidade do Banco Central (BC) junto ao mercado. Ao reduzir o prêmio de risco na ponta longa, os agentes estão considerando que o remédio do BC vai fazer efeito, e que a autoridade monetária conseguirá trazer a inflação de 2009 de volta para o centro da meta, de 4,5%.

Além disso, o especialista aponta que tal desenho de curva futura é bastante interessante, pois as operações de crédito à pessoa física estão mais atreladas aos prazos mais curtos, que estão mais pressionados, enquanto que o investimento volta a ficar atrativo, pois é baseado nos vencimentos mais longos.

Quanto à condução da política monetária, Boulos acredita que o BC manterá a atuação mais forte na reunião de setembro, subindo a taxa Selic em 0,75 ponto percentual. Depois, o ritmo deve voltar para 0,5 ponto nas duas últimas reuniões do ano.

Reafirmando a posição de combate à inflação, em palestra durante a manhã de hoje, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o BC não pretende tolerar taxas de inflação mais elevadas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG