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Mercados: Juros futuros têm novo dia de alta na BM F

SÃO PAULO - Depois de um período de forte devolução de prêmios, os contratos de juros futuros seguem ajustando para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A incerteza quanto à taxa de câmbio deixa os investidores receosos, pois uma contínua valorização do dólar pode ter impacto negativo sobre a inflação.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,07 ponto, a 14,74% ao ano. O vencimento janeiro 2011 avançava 0,04 ponto, para 14,45%. E janeiro 2012 ganhou 0,01 ponto, para 14,16%.

Entre os curtos, os vencimentos para setembro e outubro de 2008 fecharam estáveis a 12,85% e 13,12%, respectivamente. Novembro de 2008 também encerrou sem alteração a 13,32%. E o DI para janeiro de 2009 avançou 0,02 ponto, para 13,74% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 434.170 contratos, equivalentes a R$ 36,56 bilhões (US$ 22,64 bilhões), montante 63% maior que o registrado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 193.850 contratos, equivalente a R$ 16,01 bilhões (US$ 9,92 bilhões).

Segundo o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, quando se busca explicar o comportamento das curvas o discurso é o da preocupação com a taxa de câmbio. Mas ainda é muito cedo para falar que o dólar oferece uma ameaça para inflação.

Para Rosa, o que pode estar estimulando essa correção de alta nos vencimentos é a saída do investidor estrangeiro. O que estamos vendo é um ajuste do dólar frente às principais moedas, inclusive a nossa, dentro de um ambiente de saída de investimento estrangeiro não só das bolsas, mas também da renda fixa.

De acordo com o economista, um sinal de que o dólar ainda não representa mais uma complicação no cenário do Banco Central é que a autoridade monetária segue com os leilões diários de compra de moeda no mercado à vista, tirando dólares de circulação.

Pelo lado da inflação, Rosa destaca que o quadro é de alívio. E os dados apresentados hoje ajudam a confirmar a trajetória de desaceleração esperada para os próximos meses.

Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,38% na primeira medição de agosto, ficando abaixo do esperando e recuando de 0,45% no final do mês de julho.

A grande incógnita no momento, segundo o especialista, é até quando dura essa correção no preço das commodities. Com o enfraquecimento da economia mundial é difícil imaginar que as matérias-primas retomem os preços atingidos anteriormente.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou hoje a primeira etapa do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). De acordo com o resultado parcial, foram colocadas 1,128 milhão de notas de um total de 1,25 milhão ofertas, movimentando R$ 1,839 bilhão. Amanhã, acontecerá a segunda etapa do leilão, com liquidação por meio da troca de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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