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Mercados: Juros futuros sustentam forte ajuste de baixa na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram o pregão desta quarta-feira com queda em bloco das taxas negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). Os contratos de curto prazo se ajustaram de olho no aumento de apostas na estabilização do juro brasileiro.

Valor Online |

Ao mesmo tempo, os contratos de vencimento longo contabilizam a melhora de humor internacional e a diminuição da tensão e da aversão a risco. Parte importante dessa recuperação do ânimo nos mercados internacionais veio da expectativa de corte de juros nos Estados Unidos, que acabou se confirmando.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 teve baixa de 0,33 ponto percentual, a 15,40% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou a 15,95%, com queda de 0,40 ponto percentual. O contrato de janeiro de 2012 projetava 16,24%, queda de 0,72 ponto.

Entre os curtos, o vencimento para novembro caía 0,04 ponto percentual, para 13,80% ao ano, o que reflete pequena aposta de alta da Selic. O contrato de dezembro de 2008 fechou a 13,78%, com queda de 0,07 ponto percentual. O DI para janeiro de 2009, o mais líquido, encerrou com recuo de 0,08 ponto percentual, para 13,84% ao ano.

Até as 16h10, antes do ajuste final de posições, foram negociados 800.920 contratos, equivalentes a R$ 71,33 bilhões (US$ 32,87 bilhões). O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 290.940 contratos, equivalentes a R$ 28,43 bilhões (US$ 13,10 bilhões).

Segundo Flávio Serrano, economista-sênior do BES, a principal influência para a correção do juro doméstico vem da expectativa em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que informará sua decisão sobre a Selic após o fechamento dos mercados locais.

Com o risco de recessão no exterior e a provável desaceleração da economia local, os agentes esperam que o BC interrompa, pelo menos momentaneamente, o ciclo de aperto monetário em vigor desde abril deste ano. Há uma parcela de analistas de espera uma nova alta de 0,25 ponto ou 0,50 ponto percentual.

Para Serrano, o mais provável e a interrupção da alta. Segundo ele, se essa hipótese se confirmar o ajuste das taxas será agressivo. Não só pelo fato de o mercado ainda embutir algum aumento de taxas, mas porque também houve bastante exagero na alta das taxas nas últimas semanas, devido ao aumento da aversão a risco lá fora.

Essa variável externa tem se mostrado mais acomodada nos últimos três dias, e a Libor, importante indicador de tensão externa no setor financeiro, vem desacelerando gradualmente. Essa melhora se reflete na correção das taxas locais de longo prazo. "Se o Fed confirmar as expectativas a tendência é que esse movimento (de ajuste) deve se acentuar", diz.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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