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Mercados: Juros futuros sobem acompanhando preço das matérias-primas

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros mantêm o movimento de alta observado desde o começo dos negócios na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

O gestor da Brascan Gestão de Ativos (BGA), Luiz Fernando Romano, comentou que, sem indicadores de preço no mercado interno, o foco dos agentes recai sobre o preço das matérias-primas, que seguem em alta. Assim, cresce a incerteza sobre o comportamento da inflação.

Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 subia 0,06 ponto, para 14,68%. Janeiro 2011 registrava ganho de 0,06 ponto, para 14,33%. E janeiro 2012 apontava 14,05%, valorização de 0,07 ponto.

Na ponta curta, outubro de 2008 subia 0,02 ponto, para 13,20%. Novembro de 2009 também ganhava 0,02 ponto, para 13,39%. E janeiro de 2009 era negociado a 13,82%, elevação de 0,01 ponto.

Romano avalia que a alta nos vencimentos também reflete certa cautela dos agentes que aguardam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que será divulgado amanhã.

No entanto, aponta o especialista, movimentos como de hoje são pouco expressivos e as curvas seguem oscilando dentre de uma faixa bastante definida. O vencimento janeiro de 2010, que é mais líquido, não rompe o 14,60% nem vai acima do 14,70%.

Segundo o gestor, o que poderia dar novo direcionamento seriam dados apontando retração no nível de atividade, mas a economia segue crescendo forte, dando suporte ao atual viés de política monetária.

Para Romano, como a próxima decisão do BC já está no preço, ou seja, alta de 0,75 ponto percentual na Selic, não há mudança ou formação de novas apostas. O gestor acredita que o mercado deve ficar mais movimentado entre a reunião de setembro e outubro, com os agentes apostando entre a redução do ritmo para 0,5 ponto ou uma terceira puxada de 0,75 ponto na taxa básica.

Na agenda do dia, os investidores receberam os dados sobre o mercado de trabalho em julho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego subiu de 7,8% em junho para 8,1% no mês passado. A previsão era de estabilidade. Mesmo com a elevação, esta foi a menor taxa para um mês de julho em toda a série histórica. Para Romano, os dados não têm muita influência sobre a curva e a leve alta reflete não a queda nas vagas e sim um aumento na procura por emprego.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realiza hoje leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F). As propostas serão tomadas das 12h às 13h, com operação especial das 15h às 16 horas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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