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Mercados: Juros futuros revertem e voltam a fechar em alta na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registraram mais um pregão de elevada instabilidade. Pela manhã, os vencimentos apontaram para baixo, acompanhando a queda no preço do petróleo e mais um indicador apontando arrefecimento da pressão inflacionária no mercado interno. No entanto, com o fortalecimento do dólar ante o real no decorrer da tarde as curvas mudarem de direção.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava alta de 0,02 ponto percentual, para 14,64% ao ano, depois de cair a 14,55% na mínima. O vencimento janeiro 2011 subiu 0,03 pontos, a 14,26%. Janeiro 2012 valorizou 0,04 ponto, para 13,95%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 avançou 0,04 ponto, para a 13,34%. Novembro de 2008 encerrou a 13,47%, sem alteração. Dezembro de 2008 subiu 0,01 ponto para 13,68%. E o DI para janeiro de 2009 fechou estável a 13,88% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 577.965 contratos, equivalentes a R$ 47,69 bilhões (US$ 28,72 bilhões), montante 38% maior do que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 268.455 contratos, equivalentes a R$ 22,40 bilhões (US$ 13,49 bilhões).

Fazendo uma analise estrutural do mercado, o economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Istvan Kasznar, acredita que a taxa de câmbio ganha nova importância da formação da curvas de juros futuros.

Segundo o especialista, a economia norte-americana tem uma capacidade de ajuste muito maior do que se pensa. E essa rápida recuperação é que está fortalecendo o dólar no mundo todo. O economista também lembra que o mercado está no aguardo da política do sucessor do presidente George W. Bush, e tanto faz quem será o vencedor do pleito, as novas medidas vêm para dar força à divisa norte-americana. Além disso, é crescente a expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, irá ajustar sua política monetária, ou seja, subirá a taxa básica de juros.

Voltando o foco da análise para a condução da política monetária brasileira, Kasznar afirma que o momento é bastante delicado, pois os indicadores econômicos dão uma sinalização truncada, o que aumenta o risco para as decisões do Banco Central (BC).

O economista ressalta, no entanto, que o BC já tomou sua posição. Decidiu por um taxa de juros mais elevada, ressaltando o combate da inflação. Estamos em um ponto de inflexão macroeconômico inédito. E o BC tende a ser o que ele mostrou ser entre 2003 e 2008, sumariamente rigoroso, precavido, avalia.

Partindo dessa avaliação, o Banco Central deve realizar mais uma elevação de 0,75 ponto percentual na Selic na reunião da semana que vem, e manter o tom cauteloso para os próximos encontros do ano. A impressão que tenho é que esse é um momento para manter as taxas de juros reais elevadas, diz.

Ainda de acordo com Kasznar, embora os dados de inflação tenham melhorado, os indicadores de atividade seguem bastante pressionados. E até o final do ano, a atividade deve continuar em patamar elevado por um fator simples, a sazonalidade da economia provocada pela injeção de recursos via 13º salário. Temos uma trajetória difícil de final de ano. Creio que ainda há boa pressão sobre a produção.

Segundo o especialista, o aumento de juros não é suficiente para conter esse aquecimento da economia, medidas de cunho fiscal também teriam de ser tomadas para segurar a demanda.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou leilão de troca de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Letras do Tesouro Nacional (LTN). Nenhuma das 500 mil LFTs ofertadas foi tomada e apenas 615 mil LTN foram aceitas, de um total de 3 milhões colocadas à disposição. A operação movimentou R$ 532 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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