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Mercados: Juros futuros revertem e fecham com alta na BM F

SÃO PAULO - Deixando de lado as baixas do período da manhã, os contratos de juros fecharam a segunda-feira apontado para cima na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). Na agenda do dia, indicadores de inflação acima do esperado e a piora nas projeções de preço contidas no boletim Focus, do Banco Central.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava alta de 0,01 ponto percentual, para 15,22%. Janeiro 2011 teve ganho de 0,09 ponto, para 15,98%, e janeiro 2012 apontava 16,32%, valorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,57%, aumento de 0,03 ponto. Já o DI para janeiro de 2009 recuou 0,01 ponto, negociado a 13,68%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 203.485 contratos, equivalentes a R$ 17,38 bilhões (US$ 8,04 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 83.285 contratos, equivalentes a R$ 7,09 bilhões (US$ 3,28 bilhões).

Segundo o economista da Geral Asset, Denílson Alencastro, ainda não existe um direcionamento claro para a taxa de juros. Segue a indefinição sobre qual será a postura do Banco Central diante de um quadro de incerteza para os preços e para o crescimento econômico.

Para o economista, o BC teme a inflação e fica receoso em baixar a taxa de juros mesmo com as previsões de menor crescimento econômico. Além disso, a recente valorização do dólar começa a ser captada pelos índices de preço.

Alencastro lembra que o maior efeito das ações de política monetária tomadas pelo BC vem pelo câmbio, mas que recentemente esse tipo de "ferramenta" perdeu utilidade em função da crise externa. Ou seja, mesmo com juros elevados os recursos externos não entraram no país pressionando o câmbio e, conseqüentemente, a inflação para baixo.

Por essa razão, o economista acredita que o BC optou, e deverá optar, pela estabilidade da taxa básica de juros. Se o combate da inflação via câmbio não é possível, o BC tenta garantir o crescimento da oferta.

De volta ao dia-a-dia do mercado, o pregão começou com o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que subiu 0,58% na abertura do mês, maior leitura desde a terceira semana de julho. Pouco depois saiu a primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). O índice de preços no atacado apresentou alta de 0,80%, seguindo elevação de 0,55% um mês antes.

O Focus apontou a quinta semana consecutiva de reajuste na projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza a política de metas. A mediana das expectativas subiu de 6,31%, para 6,40%. O prognóstico para 2009 também foi revisado, de 5,06%, para 5,20%.

Mesmo enxergando maior inflação adiante, os agentes não alteraram a expectativa para a taxa Selic em 2008, ela segue em 13,75%. Para o final de 2009, a taxa básica está estimada em 13,25%, contra 13,38% previstos na semana anterior.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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