SÃO PAULO - Depois de dois pregões consecutivos acumulando prêmios, os contratos de juros futuros apontam para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

O gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, observou que as curvas refletem a divulgação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que ficou dentro do esperado, mas abaixo da mediana para o mês de julho, com todos os componentes apresentando menor ritmo de alta.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a inflação no atacado subiu 1,76% no mês, recuando de 1,98% observado em junho. A previsão oscilava próximo de 1,8%.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,07 ponto, para 14,83%. Janeiro 2011 registrava perda de 0,10 ponto, a 14,55%. E janeiro 2012 apontava 14,17%, desvalorização de 0,11 ponto.

Na ponta curta, agosto de 2008 ganhava 0,01 ponto, para 12,82%. Setembro de 2008 caía 0,01 ponto, para 12,85%. Outubro de 2008 aumentava 0,01 ponto, para 13,07%. E o contrato com vencimento em janeiro de 2009 registrava baixa de 0,01 ponto, para 13,69%.

Nassar comentou que o ambiente externo favorável também contribui para o recuo nos vencimentos futuros. Além do petróleo em baixa, que melhora a expectativa inflacionária, a criação de postos de trabalho nos Estados Unidos pela pesquisa da ADP, empresa que processa folhas de pagamento, ajuda na percepção sobre a saúde de maior economia do mundo.

No entanto, alguma ansiedade persiste, com os investidores aguardando a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será apresentada amanhã. Algo visível na falta de direção nos vencimentos curtos.

De acordo com Nassar, o documento não deve trazer grandes surpresas, com o Banco Central (BC) reafirmando as preocupações com o cenário externo e com o comportamento dos preços no âmbito doméstico.

Para o gerente, uma nova alta de 0,75 ponto percentual na Selic na reunião de setembro já está praticamente no preço. Para as reuniões de outubro de dezembro, Nassar acredita que o ritmo volta a cair para 0,5 ponto se os dados de inflação continuarem melhorando.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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