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Mercados: Juros futuros operam sem tendência definida

SÃO PAULO - Sem indicadores de inflação e atividade na agenda do dia, os contratos de juros futuros operam sem direção definida na Bolsa Mercadorias e Futuros (BM & F). A sessão de ontem já experimentou menor liquidez e o pregão de hoje ganha a mesma configuração, com os agentes aguardando a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,02 ponto, para 15,01%. Janeiro 2011 registrava perda de 0,01 ponto, 15,02%. E janeiro 2012 apontava 14,69%, recuo de 0,09 ponto.

Entre os contratos mais curtos, agosto de 2008 subia 0,04 ponto, para 12,58%. O vencimento para setembro de 2008 apontava alta de 0,07 ponto, para 12,71%. O DI para outubro de 2008 valorizava 0,02 ponto, apontando 12,91%. O contrato com vencimento em janeiro de 2009 apresentava perda de 0,02 ponto, a 13,51%.

A decisão do Copom sai amanhã, mas a reação dos agentes só acontece na quinta-feira, junto com a apresentação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA -15) de julho e os dados sobre o mercado de trabalho em junho.

Não há consenso entre os agentes sobre a continuidade do ajuste em 0,5 ponto percentual ou aperto de 0,75 ponto na Selic, que atualmente está fixada em 12,25% ao ano.

Para o banco de investimento Merrill Lynch, o BC deve manter o ritmo de ajuste. Embora o balanço de riscos tenha piorado desde a última reunião, pensamos que o BC acredite que as altas de 0,5 ponto estejam consistentes com a estratégia de um ciclo antecipado , disse o banco em relatório.

No front inflacionário, o Merrill Lynch destaca a piora nas expectativas de inflação e o IPCA anualizado correndo próximo do teto da meta. Quanto à atividade, a visão é de crescimento econômico ainda forte e taxas de utilização da capacidade em patamares elevados. Além disso, o mercado de trabalho tem expansão robusta e o crédito se mostra resistente às condições monetárias mais restritas.

Apesar desse cenário, que dá suporte a uma elevação de 0,75 ponto, o Merrill Lynch acredita que o ritmo de 0,5 ponto é favorecido pela sinalização do próprio BC sobre a defasagem de suas atuações na economia real, ou seja, a autoridade monetária não tomaria suas decisões com base apenas na inflação corrente. Outro ponto é que aceleração do ritmo diminuiria a capacidade do BC em calibrar suas decisões futuras.

A Ativa Corretora também acredita no ajuste de 0,5 ponto, mas não descarta a possibilidade de uma alta maior. Segundo os economistas da corretora, dois fatores poderiam levar o BC a apertar o passo. O primeiro deles seria a crença de que mais choques externos poderiam contaminar a economia doméstica. O outro seria ter como objetivo IPCA de 2009 em 4,5%, centro da meta de inflação.

Segundo a Ativa, acelerar o ritmo pelo primeiro motivo é arriscado, dado que a economia global ainda não dá sinais claros de que haverá mais choques. O segundo motivo também não se justifica em razão da dificuldade de seu cumprimento. Isso se deve, segundo a corretora, ao aumento dos preços administrados em 2009 e à inércia da inflação. Para atingir a meta, o BC teria que promover uma desaceleração muito acentuada da demanda agregada, com um custo muito elevado para a economia no médio e longo prazo.

O Tesouro Nacional realiza hoje a primeira etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). As propostas serão tomadas das 12h às 13h, com operação especial das 15h às 15h30. A liquidação é financeira. A segunda etapa acontece amanhã por meio da transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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