F - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Juros futuros operam sem rumo definido na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros operam sem tendência definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A ausência de indicadores de inflação no Brasil e o cenário externo conturbando, onde prevalece a preocupação com setor financeiro, retém a tomada de posições.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 apresentava estabilidade a 13,42%. O DI para janeiro de 2010 perdia 0,09 ponto, para 15,04%, depois de subir a 15,23%. Janeiro 2011 registrava desvalorização de 0,09 ponto, para 15,20%. E janeiro 2012 apontava 14,96%, recuo de 0,14 ponto.

Entre os contratos mais curtos, agosto de 2008 declinava 0,01 ponto, para 12,39%. O vencimento para setembro de 2008 avançava 0,03 ponto, para 12,62%. E o DI para outubro de 2008 também valorizava 0,01 ponto, apontando 12,81%.

O economista do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, comentou que o mercado de juros está sem sinal definido e a alta em alguns vencimentos pode ser creditada à instabilidade externa, onde prevalece o medo de uma crise sistêmica no setor financeiro.

No entanto, tal movimento de alta esbarra na crença de que o Banco Central (BC) manterá o ritmo de aumento de 0,5 ponto percentual na taxa Selic. Segundo Neto, tal convicção impede que os agentes coloquem ainda mais prêmio nos vencimentos.

O economista acredita que ainda é cedo para se falar que o pior da inflação ficou para trás, mas há uma expectativa de que os Índices de Preços ao Consumidor (IPCs) tenham desaceleração, mesmo que lenta.

Em discurso à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, voltou a afirmar que fará o que for necessário e o quanto for necessário para garantir o cumprimento da meta de inflação em 2009.

Meirelles também destacou os efeitos perversos da inflação sobre salários, principalmente na baixa renda, e apontou como causas do descontrole de preços a alta na energia e das commodities em âmbito mundial.

Sobre os dados do comércio varejista, Neto afirma que não há surpresa no indicador e que sua capacidade de influir nas curvas é moderada, pois é bastante defasado. Os dados apresentados hoje se referem a maio, e ainda apontam um crescimento sólido do varejo. Para o economista, alguma tendência de acomodação só deve ser captada pelas leituras referentes ao segundo semestre.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo aumentaram 0,6% em maio, seguindo de acréscimo de 0,2% em abril. No comparativo anual, a elevação é de 10,5%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG