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Mercados: Juros futuros operam próximos da estabilidade

SÃO PAULO - Depois da abertura de pregão em alta os contratos de juros futuros passam a operar próximo da estabilidade na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Na ausência de novos indicadores internos, os agentes mantêm a cautela à espera da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que será apresentada na quinta-feira, e acompanham a sinalização proveniente do quadro externo.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com alta de 0,02 ponto, para 14,86%. Janeiro 2011 registrava ganho de 0,01 ponto, 14,59%. E janeiro 2012 apontava 14,20%, elevação de 0,01 ponto.

Os vencimentos longos vêm refletindo o preço do petróleo e outras commodities, e passaram a devolver os prêmios verificados na abertura depois que o preço do petróleo passou a cair em Nova York.

Na ponta curta, agosto e setembro de 2008 não apresentavam negócios. Outubro de 2008 subia 0,01 ponto, para 13,07%. E o contrato com vencimento em janeiro de 2009 registrava estabilidade a 13,69%.

Para o Unibanco, a ata do Copom deve trazer informações cruciais sobre as razões que levaram o Banco Central (BC) a aumentar o ritmo de alta de 0,5 ponto para 0,75 ponto percentual por reunião.

No começo do mês, o banco apontou que esperava a continuidade do aperto em 0,5 ponto e que mais importante que o ritmo era a amplitude do ciclo.

Os economistas do Unibanco esperam que a ata dê pistas sobre a amplitude e duração do ciclo para poder validar sua previsão de que o ajuste total será de 400 pontos-base, ou seja, Selic em 15,25% no encerramento do ciclo. Atualmente, a taxa básica está em 13%, saindo de 11,25% em março.

Conforme o boletim Focus apresentado ontem, os agentes não alteraram sua estimava para o tamanho do aperto, ou seja, a visão predominante é de aceleração e não de ampliação do ciclo. A medida das expectativas ainda aponta para Selic em 14,25% no encerramento do ano.

Os agentes também aguardam a apresentação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) referente ao mês de julho, que sairá amanhã. A previsão do Unibanco aponta para inflação no atacado em 1,8%, recuando de 1,98% observado em junho, com destaque para a menor pressão dos preços agrícolas.

Assimilada a ata do Copom na quinta-feira, os agentes acompanham os dados sobre a produção industrial em junho, que serão conhecidos na sexta-feira. A previsão é de alta acima de 2% na comparação mensal.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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