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Mercados: Juros futuros longos têm mais um pregão de baixa na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros registraram mais um pregão de ajuste seguindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa base da economia brasileira em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano.

Valor Online |

Repetindo o movimento de ontem, mas com menor intensidade, os vencimentos curtos tentaram apontar para cima, mas acabaram o dia próximo da estabilidade, enquanto os contratos de horizonte mais distante recuaram. Os agentes continuam acreditando que a maior intensidade no ajuste da Selic pode resultar em juros altos por menos tempo.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com baixa de 0,09 ponto, a 14,77% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,08 ponto, a 14,51%, e janeiro 2012 recuou 0,14 ponto, para 14,11%.

Entre os curtos, agosto de 2008 encerrou o dia estável a 12,82%. Setembro de 2008 teve alta de 0,01 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 se desvalorizou 0,03 ponto, para 13,03%, e o vencimento janeiro de 2009 teve baixa de 0,02 ponto, para 13,68%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 571.765 contratos, equivalentes a R$ 48,03 bilhões (US$ 30,43 bilhões), montante quase quatro vezes menor que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 247.270 contratos, equivalente a R$ 20,27 bilhões (US$ 12,85 bilhões).

Segundo o gestor da Modal Asset, André Simões Cardoso, o recuo nos vencimentos longos reflete um momento muito favorável, proporcionado por uma conjunção de fatores, como a atuação mais firme do Banco Central, dados de inflação melhores, mesmo que na margem, e a queda no preço das commodities.

Na avaliação do especialista, ao dar 0,75 ponto percentual de alta na reunião da última quarta-feira, o Banco Central retomou as rédeas do processo, depois de uma atuação vista como moderada no mês de junho, quando o colegiado subiu a taxa em 0,5 ponto.

Com tal postura, a autoridade monetária também levou o mercado a comprar a idéia de que a taxa de juros no futuro será mais baixa. Mas Cardoso lembra que isso não é garantia, pois se a inflação persistir e/ou as commodities voltarem a ganhar valor, esta avaliação de ciclo curto de alta da Selic deixa de ser viável.

Para o gestor, o BC deve fazer, ao menos, mais uma elevação de 0,75 ponto percentual na Selic, ajustando as decisão ao comportamento dos indicadores de atividade e inflação e às expectativas de preço.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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