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Mercados: Juros futuros longos têm dia de baixa na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros encerraram a terça-feira sem tendência única na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Os vencimentos longos apontaram para baixo, devolvendo parte dos prêmios acumulados nas últimas sessões, enquanto a ponta curta seguiu avançando.

Valor Online |

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava baixa de 0,05 ponto, a 14,68% ao ano. O vencimento janeiro 2011 perdeu 0,04 ponto, para 14,26%. Janeiro 2012 desvalorizou 0,09 ponto, para 13,92%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 avançou 0,02 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,25%. Novembro de 2008 encerrou a 13,43%, também com alta de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 não apresentou oscilação, encerrando a 13,88% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 340.710 contratos, equivalentes a R$ 27,24 bilhões (US$ 16,73 bilhões), montante 74% maior do que o movimento de ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 144.760 contratos, equivalente a R$ 12,02 bilhões (US$ 7,38 bilhões).

Segundo o sócio da Paraty Investimentos, Marco Franklin, o que dá suporte à baixa nos vencimentos longos são os dados de inflação abaixo do esperado e a renovada percepção de que o Banco Central elevará a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual por pelo menos mais uma reunião do Copom.

Na avaliação de Franklin, essa atuação mais forte do BC deve impactar com intensidade a demanda agregada, fazendo com que o mercado acredite em uma convergência mais rápida da inflação para o centro da meta, fixado em 4,5%, em 2009.

Ainda de acordo com o especialista, a expectativa de indicadores de inflação menores está amparada nas coletas de preços, que sugerem índices pouco pressionados até meados de setembro.

Depois disso, afirma o diretor, a inflação dependerá muito mais do comportamento das commodities, especialmente as agrícolas. E nesse ponto já mora um desconforto, pois há expectativa de que os preços possam voltar a subir no final do ano.

Segundo a avaliação de Franklin, a queda no preço das commodities agrícolas aconteceu em um momento inoportuno do ano, quando os produtores estão decidindo a nova safra.

Para exemplificar, o especialista cita o caso da soja. Com o preço do grão a US$ 16 por bushel, dois meses atrás, havia a expectativa de manutenção de área plantada e da produtividade. Mas a queda de preço, para o patamar de US$ 11 a US$ 13 por bushel, não estimula a manutenção da área plantada ou investimento em defensivos e fertilizantes para manter a produtividade. Por essa razão, os preços podem voltar a subir na virada do ano, da mesma forma que subiram na virada de 2007 para 2008.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou, hoje, a primeira etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). A segunda etapa acontece amanhã por meio da transferência de títulos.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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