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Mercados: Juros futuros longos apontam para baixo na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros repetem o comportamento da semana passada. Os vencimentos curtos apontam para cima, refletindo o endurecimento do discurso e da atuação do Banco Central (BC) no controle da inflação, enquanto os longos devolvendo prêmios em função da expectativa de melhor dinâmica de preços e política monetária menos restritiva no longo prazo.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,04 ponto, para 14,73%. Janeiro 2011 registrava perda de 0,05 ponto, 14,30%. E janeiro 2012 apontava 13,91%, desvalorização de 0,04 ponto.

Na ponta curta, setembro de 2008 subia 0,03 ponto, para 12,87%. Outubro de 2008 aumentava 0,01 ponto, para 13,09%. Novembro de 2008 ganhava também 0,01 ponto, para 13,29%. E o contrato com vencimento em janeiro de 2009 registrava alta de 0,01 ponto, para 13,72%.

O economista-sênior do BES Investimentos do Brasil, Flávio Serrano, quanto mais enfático o Banco Central (BC) tem sido na questão do combate de alta dos preços, melhores ficam as perspectivas para a inflação no longo prazo. Além disso, tal postura permite a crença em um ciclo de aperto mais curto. Os juros longos caem porque o BC está reduzindo o risco macroeconômico, ou seja, diminuindo a possibilidade da inflação sair do controle.

No entanto, essa atuação incisiva resulta em previsão de juros mais elevados no curto prazo, com os agentes precificando mais uma elevação de 0,75 ponto percentual na Selic na reunião de setembro.

Ainda de acordo com Serrano, os dados do Focus também contribuem para o recuo na curva longa. As projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no encerramento de 2008 apresentaram queda pela primeira vez em 18 semanas. A previsão saiu de 6,58% para 6,54%. Também recuaram as expectativas para IGP-DI, IGP-M e IPC da Fipe.

De acordo com Serrano, se os dados de inflação continuarem arrefecendo, é possível que a projeção volte para baixo do teto da meta, de 6,5%, em 2008.

Para 2009, a projeção para a inflação oficial ficou ancorada em 5% pela terceira semana consecutiva, algo considerado normal pelo economista. Mas tal visão deve começar a mudar dentro de 30 dias, caso se confirme um cenário mais benéfico para os preços.

O Focus ainda aponta que os agentes também alteraram a previsão para a taxa Selic no encerramento do ano, de 14,25% para 14,5%. Tal previsão embute mais 1,5 ponto percentual de aumento na taxa básica, atualmente fixada em 13%.

Segundo o economista, o quadro que se desenha agora é de inflação menos pressionada para agosto e setembro, com o IPCA voltando para próximo de 0,4% já no fechamento deste mês.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional indicou que, para o mês de agosto, estão previstos vencimentos de títulos no montante de R$ 5,2 bilhões e que a oferta total dos títulos nos leilões tradicionais estará limitada a R$ 35 bilhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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