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Mercados: Juros futuros fecham praticamente estáveis na BM F em dia de sinais contraditórios

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros encerraram a quarta-feira sem clara tendência definida. O comportamento das curvas ficou divido entre a sinalização positiva proveniente do ambiente externo e a apresentação de dados divergentes sobre inflação. Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apontou redução das pressões inflacionárias, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu mais do que o esperado, refletindo nova elevação nos preços agrícolas.

Valor Online |

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2009 encerrou estável a 13,41% anuais. O DI com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado hoje, acabou com perda de 0,02 ponto, a 15% ao ano, depois de cair a 14,93% na mínima e subir a 15,15% na máxima. O vencimento janeiro 2011 fechou sem alteração, a 15,08%, e janeiro 2012 subiu 0,02 ponto, para 14,88%.

Na ponta curta, agosto de 2008 avançou 0,01 ponto, projetando 12,38%. Setembro de 2008 ficou estável a 12,58%, e outubro de 2008 caiu 0,02 ponto, para 12,78% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 577.180 contratos, equivalentes a R$ 47,33 bilhões (US$ 29,75 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 331.755 contratos, equivalente a R$ 27,02 bilhões (US$ 16,98 bilhões).

Na avaliação do sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, a recente melhora nas leituras de inflação não deve ser encarada com um sinal de alívio, pois os preços seguem em um patamar bastante elevado. Temos a sensação de que a inflação parou de subir, mas tem o aspecto da inércia, que persiste. afirma.

Daoud chama atenção para os IGPs, que já acumulam altas superiores a 10% em 12 meses, e certamente acabarão levando parte dessa inflação para o consumo.

O especialista também lembra que o repasse do atacado para o varejo é favorecido pela atividade econômica, que continua aquecida, e pelos acordos salariais que estão saindo acima da inflação. Afirmar que a inflação no segundo semestre vai cair não tem lógica alguma, resume.

Segundo Daoud, quanto à inflação já contratada, não há mais o que fazer. O Banco Central, portanto, deve usar suas armas no controle das expectativas. Em 2008, seguramente a inflação fechará acima de 7%. E para 2009, se não for feito um aumento de juros que mude as expectativas, o IPCA fechará próximo do teto da meta, avalia.

Na avaliação do especialista, o Comitê de Política Monetária (Copom), que estará reunido na semana que vem, deve considerar um aperto entre 0,75 ponto a 1 ponto percentual na Selic. Caso contrário ele não segura a inflação de 2009, diz.

Para Daoud, o mais acertado seria uma alta de 1 ponto agora, seguida de duas elevações de 0,75 ponto e um último reajuste de 0,5 ponto. Nessa reunião o BC vai ter que ser mais agressivo mesmo que lá na frente ele tenha que reduzir o ritmo. É melhor conviver com um taxa alta por pouco tempo do que passar mais tempo com uma taxa um pouco menor, pondera.

O Tesouro Nacional realizou hoje leilão de troca de Letras do Tesouro Nacional (LTN). Das 3 milhões de letras ofertadas apenas 250 mil foram aceitas. A operação movimentou R$ 213,09 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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