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Mercados: Juros futuros fecham estáveis na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros longos encerraram a sexta-feira estáveis, recuperando as perdas registras durante o período da manhã, quando a baixa no preço do dólar estimulou a devolução dos prêmios de risco.

Valor Online |

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado hoje, apontava estabilidade a 14,64% ao ano, depois de bater 14,58% na mínima. O vencimento janeiro 2011 também fechou sem alteração, marcando 14,38%. Da mesma forma, Janeiro 2012 fechou em 14,14%, sem variação.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 avançou 0,01 ponto, para a 13,61%. Novembro de 2008 também aumentou 0,01 ponto, para 13,64%. Dezembro de 2008 subiu 0,01 ponto para 13,83%, e o DI para janeiro de 2009 acumulou 0,01 ponto, fechando a 14,03% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 388.965 contratos, equivalentes a R$ 32,45 bilhões (US$ 17,77 bilhões), menos da metade do movimento ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 131.445 contratos, equivalentes a R$ 11 bilhões (US$ 6,03 bilhões).

Segundo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, o mercado tem exagerado na avaliação do impacto no dólar na inflação e, conseqüentemente, nas curvas futuras. Não tem fundamento técnico para uma alta de juros com base na valorização do dólar, mas os agentes reagem a isso, afirma.

Hoje, os juros caíram forte pela manhã, acompanhando a cotação da moeda norte-americana, que perdia mais de 2% voltando para menos de R$ 1,80. Mas no decorrer da tarde a baixa nos vencimentos futuros perdeu força, com alguns agentes zerando posições antes do final de semana.

Avaliando os fundamentos do mercado, Agostini acredita que o Banco Central (BC) fez o que era preciso ao subir a Selic em 0,75 ponto percentual na reunião da quarta-feira, mas que a batalha da autoridade monetária contra a inflação continua.

Ainda de acordo com o economista, a decisão não unânime do colegiado, com três votos dissidentes, de um total de oito votos, deve ser encarada como uma indicação de que na reunião de outubro o BC reduzirá o ritmo do ajuste monetário.

No entanto, Agostini acredita que ainda é cedo para pensar que o BC fará um ciclo de aperto monetário mais curto. A amplitude total do ajuste continua dependendo do cenário, com destaque para o preço das commodities. Vale lembrar que a melhora da inflação no último mês é resultado direto das matérias-primas mais baratas.

Para o especialista, a questão envolvendo as commodities é um dos pontos que deve constar na ata da reunião do Copom, que será apresentada na semana que vem. O colegiado também deve voltar a destacar a preocupação com descasamento da oferta e da demanda, ainda mais depois da surpresa com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre. A economia avançou 6,1% no comparativo anual, contra previsão de 5,2%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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