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Mercados: Juros futuros ensaiam baixa após divulgação do IPCA

SÃO PAULO - Depois de uma forte alta no pregão de ontem, os contratos de juros futuros ensaiam uma correção de baixa na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). A devolução de prêmios é estimulada pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que subiu 0,28%, desacelerando de 0,53% em julho. No entanto, a alta do dólar e a instabilidade do cenário externo impedem um recuo mais acentuado dos vencimentos.

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 avançava 0,01 ponto percentual, para 14,83%. Janeiro 2011 cedia 0,04 ponto, a 14,51%. E janeiro 2012 apontava 14,23%, desvalorização de 0,06 ponto.

Na ponta curta, outubro de 2008 subia 0,02 ponto, 13,40%. Novembro de 2008 operava estável a 13,52%. E janeiro de 2009 era negociado a 13,95%, aumento de 0,03 ponto.

Segundo o analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, o índice cheio é bastante positivo, mas tem alguns números que ainda geram preocupação, principalmente o núcleo de serviços, que já acumula alta de 5,9% em 12 meses.

O especialista notou que serviços em alta são uma sinalização de que existe uma pressão de demanda e também uma facilidade de repassar custos para o consumidor. O Banco Central, sem dúvida nenhuma, fica ressabiado. Apesar de a inflação estar mais baixa, a qualidade é pior.

Por essa razão, Goulart acredita que o Banco Central, que vem demonstrando grande preocupação com uma inflação de demanda, deve manter o ritmo de aperto monetário e subir a Selic em 0,75 ponto percentual na reunião da semana que vem.

Ainda de acordo com o analista, o BC deve aproveitar a reunião e tomar uma posição quanto ao comportamento do preço das commodities.

Por um lado, as matérias-primas mais baratas são benignas para a inflação, mas esse mesmo movimento tem um efeito negativo sobre o câmbio que, por sua vez, pressiona os preços para cima.

O Banco Central já vem falando dessa ambigüidade. Seria importante tomar algum partido agora , afirma o especialista.

Goulart observou que essa questão envolvendo as matérias-primas era apenas um risco e agora já é um fato. Basta lembrar que em apenas sete dias o dólar já subiu 7,33%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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