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Mercados: Juro longo recua com queda da inflação e previsões do Focus

SÃO PAULO - Seguindo uma nova rodada de indicadores apontando arrefecimento da inflação e baixa nas projeções do boletim Focus, os contratos de juros futuros seguem devolvendo prêmio na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 caía 0,01 ponto percentual, para 14,64%. Janeiro 2011 registrava queda de 0,04 ponto, para 14,36%. E janeiro 2012 apontava 14,01%, desvalorização de 0,07 ponto.

Na ponta curta, setembro de 2008 subia 0,02 ponto, para 12,84%. Outubro de 2008 apontava estabilidade a 13,15%. E janeiro de 2009 desvalorizava 0,01 ponto, precificando 13,78%.

O dia começou com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentando o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que recuou de 0,44%, na abertura do mês, para 0,34%.

A FGV também divulgou uma medida de preços no atacado. O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) apresentou alta de 0,38% em agosto, caindo de 2% observado em julho.

Os agentes também assimilam as projeções do Focus, que apontou nova retração nas projeções de inflação para 2008. A queda foi marginal, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o final do ano caindo de 6,45%, para 6,44%. Para 2009, a projeção segue ancorada em 5%.

No entanto, segue a discrepância entre a mediana do mercado e a estimativas do Top 5, grupo composto pelas cinco instituições que mais acertam os prognósticos. Depois de elevação na semana passada, a medida Top 5 para o IPCA ficou estável em 6,66% para o fechamento do ano, e em 5,10% para o fechamento de 2009.

Segundo a economista-chefe da Arkhe Corretora, Inês Filipa, os dados de inflação vieram em linha com o esperado, confirmando o desaquecimento do grupo alimentação. Sobre o Focus, a economista indica que a terceira semana de baixa nas projeções do IPCA garante o recuou nos vencimentos longos. No entanto, como na semana passada, a liquidez segue reduzida.

Ainda de acordo com Filipa, os comentários do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reforçando a preocupação da autoridade monetária sobre o crescimento da demandam, seguram os vencimentos curtos em alta.

Apesar da forte melhora nos indicadores de inflação, a economista mantém sua previsão de nova elevação de 0,75 ponto percentual na Selic na reunião de setembro.

Segundo Filipa, quando o BC elevou a taxa, não visava conter uma alta no preço dos alimentos, até porque ele não tem como atuar contra um choque de oferta. O Banco Central quer conter a demanda, que segue aquecida.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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