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Mercados: IPCA aponta menor pressão inflacionária e juros futuros recuam na BM F

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros dão continuidade ao ajuste de baixa iniciado na segunda-feira. As curvas reagem hoje ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que subiu menos ante maio.

Valor Online |

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial ficou em 0,74% no mês passado, contra 0,79% de maio. O índice também marca uma retração sobre o IPCA-15 de junho, que tinha apontado inflação de 0,90%. No acumulado do ano, o índice cresceu 3,64%, maior leitura em cinco anos.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 apresentava queda de 0,06 ponto, para 13,35%. O DI para janeiro de 2010 operava com baixa de 0,12 ponto, para 15,08%. Janeiro 2011 cedia 0,11 ponto, para 15,28%. E janeiro 2012 apontava 15,12%, recuo de 0,08 ponto.

Entre os contratos mais curtos, agosto não registrava negócios. O vencimento para setembro de 2008 expandia-se 0,01 ponto, para 12,55%. E o DI para outubro de 2008 também valorizava 0,01 ponto, apontando 12,76%.

O analista econômico da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, notou que o índice de inflação ainda é alto, mas ficou com uma cara de que as coisas melhoraram, principalmente fora do grupo alimentação. A sinalização deixa o mercado meio esperançoso, mas não pode extrapolar. Temos ainda muita volatilidade na inflação , afirmou.

Mesmo sendo só uma sinalização, que precisa de novos dados para se confirmar como tendência, Goulart afirma que a leitura o IPCA pode ter impacto positivo na formação das expectativas, que vem se deteriorando constantemente. Temos que ver se o mercado vai comprar o IPCA como o início de uma melhora.

Goulart lembra que as curvas vêm recuando desde a segunda-feira, apoiadas na desvalorização no preço do petróleo. Mas mesmo assim continuamos sem convicção de que as coisas melhoraram, o prêmio estava grande e esse ajuste não indica que o cenário está mais tranqüilo.

Segundo o analista, os dados de hoje também dão um pouco mais de força para a corrente de mercado que aposta no gradualismo do Banco Central (BC) no ajuste da taxa Selic. Mas as apostas ainda estão muito divididas, faltam novos dados e até a reunião sai outro IPCA-15.

Nos dias 22 e 23 de julho, o Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se reunir para definir o tamanho do ajuste na Selic. A taxa básica já subiu 1 ponto percentual em 2008 e está fixada em 12,25% ao ano.

O Tesouro Nacional realiza hoje leilão tradicional de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F). As propostas serão tomadas das 12h às 13h, com operação especial 15h às 15h30.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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