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Mercados: Investidores venderam ações e compraram dólar na sexta-feira

SÃO PAULO - Aprovação do pacote de resgate ao setor financeiro dos Estados Unidos pelos congressistas na sexta-feira não foi acompanhando do esperado alívio nos mercados. Pela reação, há duvida quanto à capacidade do plano de US$ 700 bilhões em reativar o funcionamento dos mercados de crédito.

Valor Online |

Uma visão disseminada é que o projeto pode evitar um colapso do sistema, mas não fará com que a confiança dos investidores volte imediatamente. Com o isso, o mercado segue sem parâmetro de preço para todo e qualquer ativo. Também é consenso que uma forte desaceleração econômica está contratada.

A volatilidade deve continuar elevada enquanto o Tesouro operacionaliza a compra dos títulos podres que estão nas mãos dos bancos. Os detalhes do plano devem começam a ser apresentados no decorrer da semana.

Conforme avança a idéia de menor crescimento, os agentes também pressionam o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, e outros bancos centrais a abaixar ainda mais a taxa de juro.

A sexta-feira da semana passada começou de forma positiva. Apoiados na expectativa de aprovação, os investidores seguiram na ponta compradora na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) até a confirmação do placar.

Projeto aprovado, o mercado perdeu o rumo, os índices oscilaram erraticamente até que a máxima de mercado prevaleceu - " incerteza chama venda " .

Com isso, uma alta de 4% do Ibovespa virou uma perda de 3,53%, puxando o índice para os 44.517 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,03 bilhões.

Chama atenção a queda acumulada na semana: 12,33%. Para efeito de comparação, em todo o mês de setembro, que foi o pior mês desde abril de 2004, a baixa foi de 11,03%. Com isso, o Ibovespa fica devendo 30,32% no ano.

Em Wall Street, o ganhos também foram deixados de lado e o Dow Jones caiu 1,50%, fechando a semana com perda de 7,4%. Na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq cedeu 1,48%, amargando baixa de 10,8% na semana.

O mercado de câmbio teve uma volatilidade bastante forte, com a divisa oscilando de R$ 1,99 a R$ 2,07. Os agentes continuam cobrando uma maior atuação do Banco Central (BC) para conter essa instabilidade que estimula a atuação de especuladores.

Ao final do pregão, o dólar comercial valia R$ 2,044 na compra e R$ 2,046 na venda, ganho de 1,13%. A moeda fechou a semana acumulando valorização de 10,53%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda subiu 0,39%, para R$ 2,038. O volume financeiro somou US$ 815 milhões, montante mais de duas vezes maior que o registrado na quinta-feira, evidenciando a grande instabilidade do dia. O giro interbancário ficou em US$ 2,7 bilhões.

As curvas de juros futuros não resistiram à piora de humor nos outros mercados e recobraram os prêmios perdidos pela manhã. No lado dos fundamentos, se consolida a idéia de que o BC possa encurtar o ciclo de aperto monetário iniciado em abril.

A crise externa derruba o preço das commodities e, conseqüentemente, a inflação e também restringe o crédito, o que acabará contendo o avanço da demanda doméstica. O ponto de interrogação é dólar, que, se continuar subindo com tal velocidade, apaga os benefícios da inflação mais baixa.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,05 ponto percentual, a 14,49% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou estável a 14,44%, depois de cair a 14,23% na mínima. E Janeiro 2012 projetava 14,39%, ganho de 0,02 ponto.

Entre os curtos, os vencimentos para novembro e dezembro de 2008 fecharam estáveis a 13,63% e 13,85%, respectivamente. E o DI para janeiro de 2009 também encerrou sem alteração, apontando 14%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 718.135 contratos, equivalentes a R$ 61,37 bilhões (US$ 30,56 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 286.970 contratos, equivalente a R$ 24,26 bilhões (US$ 12,08 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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