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Mercados: Investidores ignoram dados negativos e Bovespa segue em alta

SÃO PAULO - Depois de um breve período de instabilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) volta a firmar posição em território positivo. Por volta das 13h15, o Ibovespa valorizava 2,46%, para 37.

Valor Online |

254 pontos. Mas o giro financeiro é baixo, de R$ 1,35 bilhão.

As compras por aqui seguem o mercado norte-americano, onde os investidores começaram o dia de forma otimista apesar dos dados econômicos negativos e fracos resultados trimestrais. Há pouco, Dow Jones subia 1,73%, a Nasdaq valorizava 1,62%.

O humor do investidor foi balançado com a divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, mas as compras voltaram a prevalecer.

Segundo o Departamento de Comércio, foram fechadas 240 mil vagas em outubro, resultado superior ao estimado. A taxa de desemprego também subiu mais do que o esperado, de 6,1%, para 6,5%, maior patamar em 14 anos.

De volta ao mercado interno, o dólar perde valor ante o real, devolvendo parte da forte alta de ontem. A moeda norte-americana também recua ante o euro e para a libra. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 2,163 na vendas, baixa de 1,90%.

Segundo o analista da Corretora Geral, Ivanor Torres, os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA não poderiam ser diferentes. E dados ruins, na sua opinião, serão constantes no mercado pelo menos até o primeiro trimestre do ano que vem.

Na avaliação de Torres, o grande problema é que o mercado segue sem referencial de preço, por isso de reações exacerbadas tanto de otimismo quanto de pessimismo. " Não se sabe o preço de venda dos ativos, ou mesmo o preço de reposição de matéria-prima. "
Essa situação que perdura faz alguns meses, segundo o especialista, evidencia que ainda falta racionalidade ao mercado. E o sentimento negativo que domina os agentes, aliado a desconfiança, deixa espaço para novos movimentos de baixa na Bovespa. " Tem espaço para novas quedas. A recomendação é uma postura mais conservadora. "
No âmbito corporativo, a recuperação no preço das commodities dá sustentação aos carros-chefe do índice. Petrobras PN subia 2,0%, para R$ 23,36, Vale PNA ganhava 1,0%, para R$ 25,05, e Gerdau PN aumentava 3,78%, negociada a R$ 14,00.

Bom desempenho para os papéis PN das Lojas Americanas, que subiam 7,56%, para R$ 6,40. A varejista fechou o trimestre com lucro de R$ 15 milhões, alta de 76,5% no comparativo anual, receita e geração de caixa também aumentaram. A Brascan Corretora classificou o resultado de positivo, mas mantém a recomendação " outperform " para o papel, com preço alvo em R$ 14,50.

Ganho também para a ação ON da B2W, que avançava 1,61%, para R$ 29.57. A empresa de comércio eletrônico, controlada pela Americanas, lucrou R$ 27 milhões, forte crescimento de 80% no comparativo anual.

Fora do índice, os recibos de ações (BDR) da trading agrícola Agrenco ganhavam 8,33%, para R$ 0,26, com elevado número de negócios. Disparada de 10,95% para a ação ON da InPar, que valia 1,62%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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