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Mercados: Instabilidade externa segura venda, mas dólar ainda fecha com baixa de 0,12%, a R$ 1,603

SÃO PAULO - A instabilidade externa, a queda das bolsas e a atuação do Banco Central, que comprou dólares no mercado à vista, limitaram, mas não foram suficientes para mudar a trajetória de queda da moeda norte-americana.

Valor Online |

Depois de bater R$ 1,593 na mínima, o dólar comercial retomou o patamar de R$ 1,600, encerrando o dia com leve baixa de 0,12%, a R$ 1,601 na compra e R$ 1,603 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF), a moeda fechou com desvalorização de 0,06%, a R$ 1,603. O volume financeiro foi de US$ 536 milhões.

Segundo o diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, a moeda norte-americana está completamente abatida dentro de um cenário de crescente pessimismo quanto à economia brasileira e mundial.

Na avaliação do economista, a perspectiva de juros crescentes no mercado interno impede uma valorização expressiva do dólar, mas um taxa muito menor que o R$ 1,600 também não é atrativa, nem mesmo para os especuladores, dado o elevado nível de risco que representa.

Um sinal disso, segundo Nehme, é a redução das posições vendidas de investidores estrangeiros na BM & F, ou seja, eles vêm reduzindo a posta de queda do dólar.

O diretor também afirma que a moeda estrangeira já perdeu sua função de combate da inflação, pois teria que cair de forma demasiada para fazer frente à alta dos preços em dólar, que chega ao Brasil via importações.

Avaliando o cenário econômico do país, Nehme afirma que a percepção transmitida pelo mercado de juros é de que a inflação é algo muito forte e presente. O governo tenta amaciar a conversa por uma questão estratégica, pois tem sua popularidade no controle da inflação e aumento de renda, coisas que estão indo para o espaço, afirma.

Ainda de acordo com o especialista, há certa desorganização, com o governo acompanhando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) enquanto a economia se ajusta pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M).

Para o economista, o ajuste virá mais pela própria inflação, inibindo o consumo, do que pela elevação de juros, que tem pouco efeito sobre a decisão de compra da maioria da população. O próprio mau acaba sendo o antídoto. Não é o juro que vai causar a retração, é a própria inflação que está comendo a renda e reduzindo o consumo, diz.

Ainda não tem nenhum pânico, mas tem uma preocupação que vai se acentuando e está mais visível na bolsa e nos juros futuros. O clima está ruim. Estamos saindo do otimismo para o pessimismo, conclui.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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