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Mercados: Instabilidade externa segura Bovespa em baixa; dólar avança 0,74%, para R$ 1,613

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) dá continuidade às perdas da sessão de ontem e passa a operar abaixo dos 58.500 pontos, patamar não atingido desde janeiro. Por volta das 13 horas, o Ibovespa recuava 1,14%, para 58.412 pontos, com giro financeiro em R$ 2,40 bilhões.

Valor Online |

Em Wall Street, o pregão é bastante instável, com os índices oscilando entre altas e baixas. O ponto positivo, que é a redução no preço do petróleo, fica ofuscado pela forte preocupação com os mercados de crédito, que se encontram bastante fragilizados ainda em função da crise subprime e instrumentos financeiros relacionados. Há pouco, o Dow Jones subia 0,11% e o Nasdaq ganhava 0,29%.

No câmbio, o dólar reverte as quedas observadas no período da manhã e volta a ganhar valor ante o real. Há pouco, a moeda valia R$ 1,613 na venda, com valorização de 0,74%.

O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, comentou que não tem notícias que possam melhorar o humor do investidor. A situação no mercado externo continua complicada devido às deterioração nas condições de crédito em âmbito global.

Sinal de que o cenário não é bom, segundo o economista, foram as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Ben Bernanke, que sugeriu prolongar as linhas especiais de liquidez para financiar bancos e outras instituições financeiras, como corretoras e bancos de investimento.

Ainda de acordo com o economista, esse aumento da incerteza é que ajuda a promover o recuo no preço do petróleo via fortalecimento do dólar. No entanto, em breve, os agentes vão perceber que os Estados Unidos precisarão tirar dinheiro de algum lugar para financiar os bancos e instituições financeiras, o que deve resultar em aumento nos déficits governamentais e, conseqüentemente, em uma nova rodada de baixa no preço do dólar. Vai ficar nessa gangorra, avalia.

Acho que não tem perspectiva de melhora de curto prazo, estamos no chamado bear market , resume o economista citando termo de mercado que caracteriza períodos pessimistas. O chamado bear market acontece quanto o índice perde mais de 20% desde as máximas recentes. No caso do Ibovespa, desde o último recorde de fechamento, aos 73.516 pontos em 20 de maio, a queda já chega a 25%.

Pelo segundo dia, as ações da Petrobras puxam os recuos dentro do índice. Há pouco, o papel PN caía 3,64%, para R$ 40,40. Vale PNA vinha logo atrás, caindo 1,98%, para R$ 42,50.

As siderúrgicas, que subiram forte ontem depois de comentário positivo do JP Morgan, passam por correção. O papel PNA da Usiminas cedia 4,04%, para R$ 67,17, CSN ON recuava 2,48%, para R$ 60,39, e Gerdau PN desvalorizava 1,35%, para R$ 33,54.

Na ponta compradora, destaque para a ação ON da Embraer, que ganhava 7,82%, para R$ 10,89. A companhia entregou número recorde de aviões no primeiro semestre e teve a recomendação acima da média reiterada pelo JP Morgan. As aéreas continuam ganhando valor amparadas na queda do preço do petróleo. TAM PN subia 5,93%, para R$ 25,69, e Gol PN aumentava 3,06%, para R$ 14,13.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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