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Mercados: Instabilidade externa fala mais alto e Bovespa cai 0,91%

SÃO PAULO - A alta nas ações da Petrobras e Vale não foi suficiente para fazer frente à piora de sentimento externo. Com isso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a quinta-feira em território negativo. Depois de uma tentativa de alta durante à tarde, o Ibovespa encerrou o dia com perda de 0,91%, aos 57.017 pontos. O giro foi baixo, somando R$ 4,46 bilhões.

Valor Online |

Em Wall Street, o Dow Jones teve baixa de 1,93%, e o Nasdaq caiu 0,95%. As vendas foram estimuladas pelo forte aumento nos pedidos por segundo-desemprego e baixas vendas nas redes varejistas.

As perdas por aqui não foram maiores porque as ações PN da Petrobras apresentaram valorização de 1,68%, para R$ 33,86, e as ações ON ganharam 1,49%, para R$ 41,32. Ganhos também para as ações PNA da Vale, que subiram 0,10%, para R$ 36,75. Na máxima, o papel da mineradora bateu R$ 37,50. A Vale fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 4,57 bilhões, queda de 21,7% no comparativo anual. O menor resultado refletiu perdas financeiras, mas em termos operacionais, a companhia superou as expectativas do mercado. Em relatório, a Brascan Corretora reiterou sua recomendação outperform para o papel, com preço justo de R$ 74,09.

Fazendo uma avaliação sobre a Bovespa, o professor doutor do laboratório de finanças da FIA - FEA/USP, José Carlos Luxo, aponta que a bolsa brasileira é influenciada por três vetores.

O primeiro deles é a taxa de juros. Geralmente, quando a taxa sobe, a situação piora para a renda variável, cenário observado no momento, com o BC apertando a Selic.

O segundo é o comportamento do investidor estrangeiro, que notadamente está se desfazendo de suas posições na bolsa brasileira devido à crise financeira que assola dos Estados Unidos. Um terço da bolsa está com o estrangeiro, quando existe turbulência no mercado internacional ele realiza lucro, pontua o professor.

E o terceiro vetor é representado pelos fundamentos da economia brasileira, que seguem favoráveis, apontando crescimento macroeconômico e criando, assim, perspectivas positivas para os resultados das empresas.

Temos dois vetores negativos que estão derrubando a bolsa, mas os fundamentos internos ainda seguram uma perda maior, resume o professor, lembrando que a bolsa depende mais da estabilidade nos EUA do que da nossa economia.

No entanto, afirma o especialista, os dois primeiros vetores têm sua influencia limitada no decorrer do tempo, ou seja, os juros devem voltar a cair no Brasil conforme a inflação se acomodar nos próximos meses, e a economia norte-americana deve reagir às medidas de política monetária e fiscal.

Olhando para o médio e longo prazo, esse seria o momento do investidor entrar. Os juros devem parar de subir e a crise nos EUA se resolverá, diz.

Para Luxo, até o final deste ano, os prejuízos financeiros serão contabilizados e a economia norte-americana voltará a funcionar melhor já no ano que vem. Com isso, o investidor estrangeiro também tende a retornar ao mercado local.

Voltando para o dia-a-dia do mercado, a queda do Ibovespa foi puxada pelas siderúrgicas, que devolveram os ganhos a terça e quarta-feira. CSN ON caiu 3,54%, para R$ 55,85, com o terceiro maior volume do dia. Na seqüência ficou a ação PN da Gerdau, que cedeu 1,43%, para R$ 31,66.

Os bancos também perderam valor. Itaú PN recuou 1,80%, para R$ 33,20, e Bradesco PN cedeu 0,31%, para R$ 32,05. As units do Unibanco caíram 3,46%, para R$ 20,36. O banco lucrou R$ 756 milhões no trimestre, cifra 10% menor no comparativo anual.

Com a maior baixa dentro do índice, a ação PN da GOL cedeu 13,96%, para R$ 15,96. Além de refletir a alta no preço do petróleo, o papel também foi alvo de venda depois que a companhia anunciou a suspensão dos pagamentos de dividendos trimestrais. Ainda no setor, TAM PN recuou 5,23%, para R$ 32,95.

Queda de 6%, para a ação PN da TIM, que fechou a R$ 3,76. A operadora fechou o trimestre com prejuízo de R$ 34,06 milhões. Em igual período do ano passado, a empresa tinha lucrado de R$ 33,98 milhões. Não bastasse o resultado negativo, a companhia voltou a reduzir as estimativas para o crescimento da receita de 9%, para 7% em 2008.

Fora do índice, destaque de alta para a ação ON da LLX Logística, que ganhou 18,36%, para R$ 4,06. A empresa, que foi desmembrada da MMX, ganhou recomendação de compra de corretora estrangeira.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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