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Mercados: Inflação menor e cena externa influenciam nos DIs

SÃO PAULO - A melhora de sentimento externo e indicadores domésticos de inflação influem na formação da curva de juros futuros. Os vencimentos longos apontam para baixo, dando continuidade ao ajuste iniciado na sexta-feira da semana passada.

Valor Online |

Há pouco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 recuava 0,02 ponto percentual, a 14,71%. Janeiro 2011 registrava baixa de 0,03 ponto, a 14,37%. E janeiro 2012 apontava 14,07%, desvalorização de 0,04 ponto.

Na ponta curta, novembro de 2008 subia 0,02 ponto, a 13,54%. Dezembro de 2008 ganhava 0,03 ponto, para 13,76%. E janeiro de 2009 era negociado a 13,95%, baixa de 0,01 ponto.

O gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, Rodrigo Nassar, notou que a baixa nos vencimentos reflete o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que teve deflação de 0,38% em agosto, depois elevação de 1,12% apurada no mês anterior.

A melhora de cenário externo também tira pressão das curvas, depois que o governo americano anunciou intervenção nas financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae.

Com a medida nos EUA, os mercados brasileiros tiveram um começo de pregão eufórico, o dólar caiu mais de 1,3% e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou 3,4%. Agora, aponta Nassar, os ânimos começam a se acalmar. Segundo o especialista, a intervenção governamental é positiva, mas os problemas de financiamento e perdas contábeis continuam existindo.

De volta ao mercado interno, o gerente não viu mudanças significativas no boletim Focus do Banco Central (BC). A sondagem com os participantes do mercado apontou nova retração na projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no encerramento de 2008. A inflação oficial deve ser de 6,27%, frente aos 6,32% previstos anteriormente. Para 2009, no entanto, a estimativa segue ancorada em 5% pela oitava semana consecutiva.

Nassar também afirma que o mercado opera no aguardo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será apresentada na quarta-feira. Para ele, há argumentos favoráveis tanto para a redução no ritmo de aperto para 0,5 ponto percentual quanto para uma nova alta de 0,75 ponto.

Se o colegiado focar a instabilidade externa, a Selic sai de 13% para 13,75%. Caso os membros do comitê olhem exclusivamente para a inflação doméstica, o juro básico vai para 13,5%. Há espaço para alta de 0,5 ponto, mas o BC deve manter a parcimônia e optar pelo ajuste de 0,75 ponto percentual.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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