SÃO PAULO - A semana chega ao fim com agenda de indicadores exclusivamente externa, com destaque para a inflação no atacado e as vendas no varejo dos Estados Unidos.

Agora pela manhã, o Departamento de Trabalho americano divulga o Índice de Preços ao Produtor (PPI) referente ao mês de agosto. A previsão aponta para deflação de 0,5%, seguindo elevação de 1,2% em julho. Para o núcleo do indicador, que exclui os alimentos e a energia da conta, a expectativa é de alta de 0,2%, após aumento de 0,7%.

Ontem, foi conhecido o índice de preços de importação, que caiu 3,7% em agosto. Essa foi a primeira baixa no índice desde dezembro de 2007 e a maior desde o início da série em 1988.

Na semana que vem, será apresentado do Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos (CPI) e estimativa é de estabilidade depois de uma alta de 0,8% em julho.

Ainda pela manhã, o Departamento de Comércio americano divulga as vendas no varejo em agosto. Os números são vistos como um importante indicador do consumo do americano, variável responsável por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB). É esperado um crescimento 0,3% a 0,7% após retração de 0,1%.

A agenda dos EUA ainda reserva a preliminar do índice de confiança do consumidor para o mês de setembro. O índice feito pela Universidade de Michigan deve subir de 63 pontos para 64 pontos. Também serão apresentados os estoques nos negócios no mês de julho.

A terceira semana de setembro reserva a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que decide o rumo da taxa básica de juros nos Estados Unidos.

Por aqui, o destaque fica com a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que justifica a elevação de 0,75 ponto percentual na Selic, agora fixada em 13,75%. Também são esperadas a pesquisa mensal de comércio e uma nova rodada de indicadores de inflação.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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