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Mercados: Incerteza voltou a dominar e Bovespa caiu 2,86% ontem

SÃO PAULO - A semana começou de forma negativa para os mercados brasileiros. Depois da euforia da semana passada, os agentes começaram a digerir e questionar o resgate de US$ 700 bilhões que está em gestação nos Estados Unidos.

Valor Online |

Faltam detalhes operacionais e também existem questionamentos sobre a efetividade da medida para afastar um período de longa contração de crédito e conseqüente desaceleração econômica.

As bolsas aqui e em Wall Street refletiram essas dúvidas e devolveram parte dos ganhos registrados no fim da semana passada. Independentemente das dúvidas, tanto na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) quanto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) cabiam realizações de lucros.

A confirmação do plano também teve forte impacto no mercado de câmbio e commodities. Com o governo do EUA tendo que emitir mais dívida para sanar a crise e a certeza de que o crescimento econômico norte-americano será menor, os investidores venderam dólares no mundo todo e correram para o euro, libra, iene e também para as commodities, que subiram forte.

O destaque ficou com o preço do petróleo. Em um momento de compra desesperada no encerramento do pregão, o contrato de WTI para outubro chegou a subir US$ 25, ou alta de 24%. As compras perderam um pouco de força, mas ainda assim o barril fechou com elevação de US$ 16,37, a US$ 120,92. Esse foi o maior ganho diário da história dos contratos que começaram a ser negociados em 1984 na Bolsa de Mercadorias e Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

O forte aumento no preço da energia aliado às dúvidas sobre o salvamento do setor financeiro estimularam as vendas em Wall Street, onde o Dow Jones apresentou queda de 3,27% e a bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 4,17%.

Com esse sinal negativo, as vendas na Bovespa também ganharam corpo, derrubando as ações da Petrobras, que vinham segurando uma baixa mais acentuada do índice. No término de segunda-feira, o Ibovespa apontou 51.540 pontos, o que equivale a uma queda de 2,86% ante o fechamento de sexta-feira. O giro financeiro também recuou, de mais de R$ 7,6 bilhões do pregão passado para R$ 5,35 bilhões ontem.

No câmbio, além do impulso de desvalorização vindo do ambiente externo, a atuação do Banco Central (BC), que na sexta-feira passada ofertou moeda no mercado à vista, continuou ecoando pelo mercado, estimulando o desmanche das apostas contra o real.

Operando em baixa desde o começo do pregão, o dólar comercial fechou com desvalorização de 2,12%, negociado a R$ 1,790 na compra e R$ 1,792 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda diminuiu 2%, valendo R$ 1,7925. O volume financeiro somou US$ 297,5 milhões, 34% menor do que o verificado na sexta-feira.

O mercado de juros futuros voltou à racionalidade e refletiu a melhora na perspectiva de inflação para 2008 e 2009 assim como o recuo no preço do dólar. No entanto, o preço do petróleo em alta atuou como força antagônica, segurando um ajuste mais acentuado das curvas.

Ao fim do pregão na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, fechou com baixa de 0,03 ponto percentual, a 14,80% ao ano. O vencimento janeiro 2011 teve queda de 0,02 ponto, apontando, 14,71%, e Janeiro 2012 projetava 14,50%, baixa de 0,01 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,60%. Novembro 2008 fechou com baixa de 0,01 ponto, a 13,62%. Dezembro de 2008 encerrou estável a 13,83%, e o DI para janeiro de 2009 ganhou 0,01 ponto, terminando a 14,03% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 283.705 contratos, equivalentes a R$ 23,26 bilhões (US$ 12,64 bilhões), recuo de 55% sobre o registrado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 125.680 contratos, equivalentes a R$ 10,54 bilhões (US$ 5,73 bilhões).

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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