SÃO PAULO - A sexta-feira deve começar de maneira incerta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os índices futuros oscilam entre altas e baixas, acompanhando a falta de direcionamento do mercado externo. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em outubro apresentava leve queda, de 0,09%, para 51.560 pontos, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

As atenções estão voltadas para o setor financeiro norte-americano, onde cresce a expectativa de uma solução para o banco Lehman Brothers. Desde ontem, saem notícias indicando que o governo norte-americano prepara um plano para promover a venda do banco. A expectativa é de o negócio seja conhecido no fim de semana. Segundo o Wall Street Journal (WSJ), o Bank of America é a melhor esperança do Lehman.

Atenção também para o Merrill Lynch - ontem o papel da instituição caiu mais de 16%, conforme aumentavam os rumores de que o banco é o próximo a cair.

No campo econômico, os investidores assimilam o Índice de Preços ao Produtor americano (PPI, na sigla em inglês), que caiu 0,9%, em agosto contra previsão de deflação de 0,5%. O núcleo do indicador, que exclui os alimentos e a energia da conta, teve alta de 0,2%, conforme o esperado. Também foram apresentadas o comportamento das vendas no varejo.

O pregão de ontem foi marcado por grande instabilidade. Depois de ceder mais de 2% no começo do dia, o Ibovespa recuperou as perdas e, apoiado no forte desempenho das ações da Petrobras, fechou com alta de 3,30%, aos 51.270 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,63 bilhões.

Em Wall Street, o dia também foi tortuoso, com perdas acentuadas pela manhã e expressiva recuperação no fim da jornada. O Dow Jones subiu 1,46%, enquanto o Nasdaq ganhou 1,32%.

Na Europa, a sexta-feira é de valorização, com destaque para bancos e mineradoras. Na Ásia, a possível solução para o Lehman Bros deu fôlego aos índices.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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