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Mercados: Ibovespa desaba 6,74% e cai abaixo dos 46 mil pontos

SÃO PAULO - O agravamento da crise de crédito internacional promoveu um dia de liquidação global de posições de risco, causando estragos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou abaixo dos 46 mil pontos. O Ibovespa fechou o dia com perda de 6,74%, aos 45.

Valor Online |

908 pontos, menor patamar de preço desde o começo de abril de 2007. Destaque para o giro financeiro de R$ 7,45 bilhões, o maior para dias sem vencimento de índice e opções desde 17 de julho.

Em três pregões, o indicador caiu 12,37%, o que eleva a baixa acumulada no mês para 17,55%. Desde a máxima de 73.516, alcançada em 20 de maio, a derrocada já é de 37,5%.

" Não tem o que falar. A crise está aí " , resume operador de mercado que prefere não se identificar. Segundo o especialista os problemas todos continuam sendo importados, e as incertezas que crescem sobre o futuro dos bancos nos Estados Unidos e Europa estimularam uma liquidação de posições de fundos de investimentos e investidores estrangeiros.

Sinais claros de busca por proteção em âmbito mundial foram a disparada no preço do ouro e a forte demanda por títulos da dívida norte-americana, investimento com risco teórico zero.

O dia também foi bastante negativo em Wall Street, onde o Dow Jones caiu 4,06%, para 10.609 pontos, menor nível desde outubro de 2005. E a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 4,94%.

O resgate à seguradora AIG teve efeito contrário nos mercados: ao invés de acalmar os ânimos elevou as dúvidas quanto à continuidade das operações no sistema financeiro. Além disso, com Tesouro e Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, injetando bilhões e bilhões de dólares no mercado os investidores começaram a se questionar até quando isso é sustentável.

O diretor da Indusval Corretora, José Costa Gonçalves, lembra, também, que o mercado brasileiro paga o preço por ser o um dos emergentes mais líquidos do mundo. "Que outra bolsa emergente movimenta mais de US$ 2,5 bilhões por dia."
Ainda de acordo com Costa, não tem como escapar dessa correlação com o mercado externo. E um exemplo claro disso são os bancos brasileiros, que apanham como se tivessem expostos ao crédito subprime.

Hoje, o papel PN do Bradesco caiu 5,08%, para R$ 26,48, Itaú PN cedeu 5,56%, para R$ 27,68, e Banco do Brasil ON cedeu 8,84%, para R$ 19,90.

Para o diretor, a questão agora é ter paciência. " O pessoal tem que entender que a bolsa não acaba. O mercado ainda está cheio de oportunidades " , avalia.

De volta ao âmbito corporativo, Petrobras PN girou mais de R$ 1 bilhão, caindo 4,79%, para R$ 29,80. Com quase R$ 800 milhões movimentados, o ativo PNA da Vale caiu para R$ 32,20, baixa de 7,68.

As siderúrgicas também caíram de forma acentuada. O papel ON da CSN caiu 9,11%, para R$ 43,75, e Usiminas PNA desvalorizou 9,78%, para R$ 37,99.

Dos 66 papéis do Ibovespa, 13 deles tiveram perdas superiores a dois dígitos. Rossi Residencial ON puxou a fila desabando 16,62%, para R$ 6,52. Brasil Telecom PN veio logo atrás perdendo 14,02%, para R$ 11,95. Devolvendo os ganhos dos últimos dias, Gol PN perdeu 13,09%, para R$ 14,86.

Das empresas que chegaram ao mercado no ano passado, o papel da construtora InPar foi o mais castigado, perdendo 19,50%, para R$ 1,61, também no setor, Helbor cedeu 17,50%, Multiplan caiu 16,13% e Tenda diminuiu 13,96%.

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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