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Mercados: Humor piora e taxas dos DIs disparam na BM F

SÃO PAULO - Assim como nos demais segmentos do mercado doméstico, os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) sinalizam forte cautela por parte dos investidores e registram alta expressiva das taxas. Há pouco, o contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010 saltava 0,45 ponto percentual, para 15,17%. Janeiro 2011 tinha alta de 0,68 ponto, a 15,97%.

Valor Online |

O vencimento para janeiro de 2012 apontava 16,67%, com valorização de 0,76 ponto.

Na ponta curta, novembro de 2008 operava com alta de 0,09 ponto, a 13,74%. Dezembro de 2008 marcava 13,90%, com alta de 0,03 ponto. O DI para janeiro de 2009 era negociado a 14,03%, com valorização de 0,10 ponto percentual.

Além de mais preocupações com recessão, turbinadas hoje por declarações do presidente do Banco da Inglaterra, os investidores locais e estrangeiros sofrem com o resultado do banco Wachovia. A instituição, que está em processo de aquisição pelo Wells Fargo & Co, teve prejuízo ainda maior do que o esperado, de US$ 23,9 bilhões.

Nem mesmo a ponta curta dos contratos, que vinha se ajustando no sentido de uma possível paralisação do ciclo de alta de juro pelo BC, conseguiu resistir à alta em bloco das taxas na BM & F. Com o dólar subindo muito, mais de 6% frente ao real neste momento, os analistas temem que a pressão inflacionária da moeda sobre os preços possa levar a autoridade monetária a continuar com o aperto monetário.

Boa parte do estresse também está relacionado com a Medida Provisória (MP) do governo publicada hoje, autorizando estatizações de instituições financeiras privadas pelos bancos públicos brasileiros (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal).

Além de despertar rumores de quebra de bancos locais, a decisão de aumentar a presença do estado na economia foi recebida pelos agentes com desconfiança. Segundo o gestor de uma asset carioca, que preferiu não ser identificado, os agentes encaram a decisão como um "aproveitamento" da ocasião internacional para promover estatizações no setor.

No entendimento de analistas, pode até haver bancos machucados, mas não há situação sequer parecida com aquelas observados no mercado americano e europeu, de insolvência generalizada. Portanto, a avaliação é de que a medida é inoportuna.

"O problema no Brasil é muito menor, mas se o governo insistir em elevar do tamanho do Estado na economia, teremos um problema igual (ao dos demais países) e um problema de magnitude fiscal enorme", comentou o gestor.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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