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Mercados: Fed segurou juro em 2% e estimulou alta na Bovespa na terça

SÃO PAULO - A terça-feira foi mais um dia envolto em incertezas e de muita volatilidade nos mercados brasileiros. Com rumores sobre problemas de liquidez com a seguradora AIG e quedas acentuadas da Ásia e Europa, o dia começou de forma bastante negativa, com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caindo mais de 4% enquanto o dólar ganhava 2,7%.

Valor Online |

No decorrer do dia, as vendas reduziram. Os investidores mantinham a expectativa de corte na taxa de juro nos Estados Unidos e começaram a surgir notícias indicando que a seguradora AIG receberia ajuda do governo norte-americano para seguir operando.

O grande evento da terça-feira aconteceu por volta das 15h, com o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, anunciado sua decisão sobre a taxa de juros no país. Contrariando o esperado, o colegiado votou pela estabilidade da taxa em 2% ao ano.

A primeira reação dos agentes aqui e em Nova York foi dar seqüência às vendas. O Ibovespa perdeu 3% pouco depois do anúncio. Minutos mais tarde, contudo, a interpretação já era outra e os investidores foram às compras.

A visão que acabou predominando é de que, ao manter a taxa estável, o Fed sinaliza que a situação está menos preocupante do que o imaginado pelo mercado. Além disso, quando o juro real já é negativo, baixar ainda mais a taxa pode ser considerado sinal de desespero.

Tal reversão de percepção atingiu diretamente a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e marginalmente a formação da taxa de câmbio e dos juros futuros.

Depois de cair a 46.260 pontos na mínima do dia, o Ibovespa passou por acentuada correção, fechando a terça-feira com alta de 1,68%, aos 49.228 pontos. O giro financeiro foi elevado, somando R$ 6,46 bilhões. Em Wall Street, o dia também acabou de forma positiva - o Dow Jones subiu 1,30% e o Nasdaq valorizou 1,28%.

No câmbio, essa retomada das compras no período da tarde acabou suavizando a apreciação da divisa estrangeira sobre o real. Depois de avançar mais de 2,7% e testar R$ 1,858 na máxima, o ritmo de compras diminuiu e o dólar comercial encerrou com elevação de 0,88%, aos R$ 1,822 na compra e R$ 1,824 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda registrou aumento de 0,66%, valendo R$ 1,819. O volume financeiro somou US$ 298,35 milhões.

Os juros futuros também devolveram parte dos prêmios acumulados, mas, ainda assim, terminaram o dia apontado para cima. Com o ambiente de restrição ao crédito e aversão ao risco, é natural que os agentes exijam prêmios maiores para emprestar dinheiro.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, fechou estável a 14,63% ao ano. O vencimento janeiro 2011 subiu 0,09 ponto, apontando 14,54%, e Janeiro 2012 apontava 14,37%, alta de 0,08 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 caiu 0,03 ponto, para R$ 13,58%. Novembro 2008 fechou estável a 13,64%. Dezembro de 2008 aumentou 0,01 ponto para 13,83%, e o DI para janeiro de 2009 ganhou 0,02 ponto, fechando a 14,01% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 443.365 contratos, equivalentes a R$ 36,58 bilhões (US$ 20,18 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 192.900 contratos, equivalentes a R$ 16,16 bilhões (US$ 8,92 bilhões).

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

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