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Mercados: Fannie, Freddie e inflação afetaram ações em Wall Street

SÃO PAULO - As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em baixa pelo segundo dia depois que a preocupação com o crédito afetou as ações de bancos e que um relatório mostrou a inflação ainda como uma ameaça apesar da desaceleração do crescimento.

Valor Online |

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,14%, para 11.348 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,35%, para 2.384 pontos. O índice Standard & Poor´s 500 teve desvalorização de 0,93%, para 1.266 pontos.

Temores de que as concessoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac possam precisar de ajuda do governo afugentaram os investidores das ações do setor financeiro pelo segundo dia, mesmo com a Freddie não encontrando grandes dificuldades em vender novos títulos de dívidas.

As ações da Lehman Brothers tiveram mais um dia fraco, despencando 13% após a JPMorgan Securities prever que o banco de investimento registrará mais baixas contábeis ligadas a investimentos hipotecários.

As ações da Home Depot, maior varejista para reformas de lares do mundo, caiu 3,7%, após a empresa prever fraqueza em 2009 com a continuidade da crise imobiliária.

A incerteza sobre as financeiras manteve as pressões de baixas , afirmou Bucky Hellwig, vice-presidente sênior da Morgan Asset Management. Os preços das moradias continuam caindo, os ativos continuam se deteriorando, a economia continua desacelerando, o que só pode piorar o desemprego e aumentar a inadimplência , acrescentou.

O principal índice de ações europeu caiu 2,5%, com um intenso movimento de venda de papéis, com a volta dos temores sobre o crédito, uma forte alta do núcleo do índice de preços no atacado nos Estados Unidos. O FTSEurofirst 300 caiu 2,5%, para 1.159 pontos
Ações do Royal Bank of Scotland caíram 6,7%, as do Fortis, 4,8% e as do Commerzbank, 4,9%. O índice DJ Stoxx bank recuou 4,4%.

Dados mostraram nesta terça-feira que os preços do atacado nos EUA avançaram em julho, com a mais rápida taxa anual desde 1981, enquanto construtores de moradias reduziram suas obras, em função do grande número de residências não vendidas.

A inflação continuará a ser uma preocupação, mas o temor real ainda é o mercado residencial , disse Franz Wenzel, estrategista da AXA Investment Managers. Nós continuaremos a ter dados desanimadores por um tempo. Nós sabemos, a partir do exemplo japonês, que a queda no setor de construção geralmente dura mais tempo do que os economistas pensam.

Em Londres, o índice Financial Times fechou em queda de 2,38%, a 5.320 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 2,34%, para 6.282 pontos. Também caíram as bolsas de Paris (2,61%), Milão (2,11%), Madri (2,93%) e Lisboa (2,21%).

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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