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Mercados: Exterior estimula compras e Bovespa tem 1ª alta em 5 pregões

SÃO PAULO - O bom desempenho das ações da Vale, dos bancos e das siderúrgicas, mais o cenário externo positivo, garantiram fechamento em território positivo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o primeiro em cinco sessões.

Valor Online |

Em alta desde o começo dos negócios, o Ibovespa encerrou o dia com valorização de 2,06%, aos 58.042 pontos, com giro financeiro em R$ 4,67 bilhões. Para ilustrar como o mês não tem sido fácil, desde o dia 25 de junho o índice não fechava um pregão com ganho superior a 2%.

O diretor da Trust Investimentos, Edson Hydalgo Júnior, diz que gostou do fechamento do pregão de hoje, não pela alta em si, mas porque as grandes corretoras estrangeiras estavam atuando na ponta compradora.

De acordo com Júnior, se tal quadro continuar se repetindo podemos observar uma reversão de rumo no curto prazo, com o índice retomando os 60 mil pontos.

No entanto, não se pode falar de tendência ainda. Segundo o diretor, primeiro o índice tem que confirmar o retorno para os 60 mil e se manter acima de tal patamar. Se conseguir segurar os 60 mil, podemos voltar a ter uma tendência de alta moderada.

Ainda de acordo com a avaliação do especialista, os ganhos de hoje estão atrelados ao dia positivo para os mercados norte-americanos, onde o índice Dow Jones recuperou as perdas da segunda-feira e encerrou o dia com alta de 2,39%. A bolsa eletrônica Nasdaq também teve forte ganho, avançando 2,45%.

A valorização refletiu a recuperação dos ativos do setor financeiro e o tom positivo dado pela queda no preço do petróleo. Segundo Júnior, apesar da constante incerteza com os bancos, a economia dos Estados Unidos começa a dar sinais de recuperação melhores do que o esperado. Percepção que ficou um pouco mais forte depois que dois índices de confiança do consumidor apontaram para cima.

Tal visão poderá ser confirmada ou descartada na quinta-feira, quando o Departamento de Comércio, apresenta a primeira preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

De volta ao mercado brasileiro, as ações PNA da Vale sustentaram os ganhos do dia, avançando 2,22%, para R$ 39,00. Para Júnior, se o tom positivo for confirmado, o papel pode voltar a valer R$ 42 no curto prazo.

Bom desempenho para as siderúrgicas, com Usiminas PNA valorizando 3,73%, para R$ 65,30, CSN ON teve alta de 4,51%, para R$ 60,00, e Gerdau PN subiu 4,01%, para R$ 32,10.

A alta do Ibovespa não foi ainda melhor, pois as ações PN da Petrobras perderam 0,14%, para R$ 34,80, com o maior volume do pregão. Em direção contrária, o ativo ON da estatal teve alta de 1,09%, para R$ 42,54.

Destaque também para os bancos, que acompanharam os pares internacionais subindo forte durante à tarde. A ação PN do Itaú teve alta de 3,48%, para R$ 32,70, Bradesco PN ganhou 2,44%, para R$ 32,69, e Banco do Brasil ON valorizou 5,76%, para R$ 24,40. Fora do índice, o papel do BicBanco subiu 10%, para R$ 8,91.

O setor de construção também ganhou evidência depois que o Banco Central apresentou dados indicando que a alta da Selic ainda não se traduziu em menor demanda por crédito. O papel ON da Gafisa liderou os ganhos dentro do índice, avançando 6,0%, para R$ 27,56. Cyrela ON avançou 4,18%, para R$ 22,40.

As aéreas também subiram, indo em direção contrária a do preço do petróleo, que fechou valendo cerca de US$ 122 o barril de WTI . Gol PN subiu 4,65%, para R$ 16,85, e TAM PN valorizou 2,95%, para R$ 33,13.

Na ponta vendedora, Sadia PN perdeu 2,46%, para R$ 11,06, e a ação ON da Perdigão recuou 0,60%, para R$ 41,35. Ontem, a companhia anunciou prejuízo líquido contábil de R$ 881,9 milhões no segundo trimestre, contra lucro de R$ 70,8 milhões. O resultado reflete a amortização do ágio de aquisições. Descontando o efeito extraordinário, a companhia teria lucrado R$ 102,5 milhões.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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