Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Euforia tomou conta e Bovespa disparou 5,48% na quinta-feira

SÃO PAULO - A quinta-feira foi um dia de extremada volatilidade nos mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscilou 3.

Valor Online |

700 pontos entre a máxima e a mínima, o dólar variou entre perdas e alta de mais de 5% e os juros futuros voltaram a subir de forma acentuada.

O dia já começou com um tom mais positivo do que o de quarta-feira, seguindo uma atuação coordenada dos bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Japão para injetar bilhões de dólares no sistema financeiro.

Esse mal sustentado otimismo virou euforia no final da tarde, depois que começaram a sair notícias indicando que o governo dos EUA estaria estudando a criação de uma nova agência para coordenar o processo de compra, venda e resgate de instituições financeiras além de concentrar os créditos podres.

O mercado leu a medida como um passo rumo a uma solução de longo prazo para a atual crise de crédito e com a mesma força que reage às indicações negativas foi às compras em São Paulo e Nova York.

Por aqui, o Ibovespa chegou a subir 6,7%, testando os 49 mil pontos, antes de fechar o dia com valorização de 5,48%, apontando 48.422 pontos. Tal ganho diário foi o maior desde 30 de abril, data na qual o país recebeu seu primeiro grau de investimento. Destaque para o giro financeiro, de R$ 7,51 bilhões.

Em Wall Street, os ganhos também foram expressivos. Com todos seus 30 componentes em alta, sendo que 12 deles tinham variações de dois dígitos, o Dow Jones fechou com elevação de 3,86%. A bolsa eletrônica Nasdaq subiu 4,78%.

Por uma questão de horário, os mercados de juros futuros e dólar não reagiram a essa virada de humor.

O pregão de câmbio foi bastante agitado. Por volta das 13 horas, teve início um acentuado movimento comprador, que impulsionou o dólar rapidamente para cima de R$ 1,950, ganho percentual superior a 5%.

Segundo os agentes, o mercado operava em meio a rumores de acentuada saída de recursos " de milhões e milhões de dólares " ao mesmo tempo que alguns participantes afirmavam que os bancos e tesourarias estavam em uma " compra maluca " de dólar.

Propositadamente ou não, tal movimentação tirou o Banco Central (BC) da inércia que se encontrava nos últimos dias. A autoridade monetária sondou seus dealers e a notícia correu pelo mercado e acalmou os ânimos. Depois de meses enxugando liquidez, com leilões diários no mercado à vista, o BC voltará a ofertar dólares no mercado.

Ao final do pregão, a divisa apontava alta de 3,31%, negociada R$ 1,928 na compra e R$ 1,930 na venda. Essa foi a maior valorização percentual diária desde 24 de maio de 2006, quando a divisa estrangeira ganhou 4,71%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda subiu 3,71%, valendo R$ 1,930. O volume financeiro somou US$ 696 milhões, o triplo do registrado no dia anterior. O giro interbancário passou de US$ 5 bilhões, cerca de 40% maior do que o verificado na quarta-feira.

A operação chamada de leilão de linha ou leilão com compromisso de recompra ou leilão de venda conjugado com leilão de compra de moeda estrangeira no mercado interbancário de câmbio foi confirmada no final da tarde de ontem e acontecerá nesta sexta-feira. O BC venderá dólares no mercado à vista e comprará no futuro. Com isso, alivia a formação da taxa no mercado pronto, que está distorcida por uma grande procura de moeda.

Dependendo da interpretação, essa procura no mercado à vista pode refletir as empresas em busca de dólares para cumprir obrigações, já que as linhas de crédito em moeda estrangeira secaram. Outro ponto é que essa subida é provocada " artificialmente " com os bancos forçando a taxa para ganhar na saída dos investidores estrangeiros ou em cima das próprias empresas que necessitarão comprar moeda no mercado.

No mercado de juros futuros, a irracionalidade pautou o dia. A divulgação da ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos indicadores de inflação ficaram em segundo plano. Os investidores seguiram desmanchando suas posições a qualquer preço. Também é válido lembrar que o custo do dinheiro subiu no mundo todo e que é natural que os prêmios de risco sejam maiores.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, avançou 0,45 ponto percentual, a 15,30% ao ano. O vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,48 ponto, apontando 15,33%, e Janeiro 2012 projetava 15,32%, alta de 0,52 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 caiu 0,02 ponto, para R$ 13,61%. Novembro 2008 fechou com baixa de 0,03 ponto, a 13,63%. Dezembro de 2008 subiu 0,02 ponto para 13,86%, e o DI para janeiro de 2009 ganhou 0,03 ponto, fechando a 14,05% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 745.325 contratos, equivalentes a R$ 63,13 bilhões (US$ 33,30 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 342.600 contratos, equivalentes a R$ 28,59 bilhões (US$ 15,32 bilhões).

"(Eduardo Campos | Valor Online)"

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG