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Mercados: Estresse aumenta e bolsa cai 8,81%; dólar sobe 6,58%

SÃO PAULO - O mercado doméstico acentua a piora nesta tarde, com a bolsa caindo mais de 8% e dólar com mais de 6% de alta. Os investidores repercutem negativamente a medida do governo que autoriza a compra de bancos privados ou públicos pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Valor Online |

Além disso, os ânimos também estão alterados no mercado internacional, com ainda mais temor de recessão.

Às 15h45, o Ibovespa tombava 8,81%, aos 35.604 pontos, com giro financeiro de R$ 3,098 bilhões. O dólar comercial sobe agora 6,58%, cotado a R$ 2,3760 para a compra e R$ 2,3780 para a venda. Na máxima a moeda foi vendida a R$ 2,3830.

O pessimismo externo ganhou corpo desde a abertura com comentários do presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, sobre a possibilidade recessão na Inglaterra. Também continuam pipocando resultados negativos de empresas afetadas pela crise financeira. As commodities estão com baixa relevante, o que acentua as perdas para a bolsa local.

Por aqui, o governo inaugurou o medo de que algo bastante ruim esteja acontecendo no setor financeiro, devido à autorização para estatizações de bancos. Ainda que o ministro da Fazenda negue eventual quebra de banco, o mercado entende que uma decisão nesse sentido só se justifica perante demanda.

"O mercado interpretou essa decisão como uma possível dificuldade de algumas instituições que precisam dessa fonte de recursos do Banco do Brasil e da Caixa", diz a analista de investimentos da corretora SLW, Kelly Trentin.

Há também críticas no sentido de que o governo poderia estar se aproveitando de uma circunstância internacional para promover uma estatização no setor, ainda que não haja problemas de insolvência.

Os agentes citam como fator negativo também o aumento da saída de dólares do país na semana passada. O saldo negativo do fluxo cambial subiu de US$ 1,089 bilhão até o dia 10, para US$ 3,751 bilhões até a sexta-feira passada (17).

O dólar comercial, que já opera em alta de mais de 6% desde a parte da manhã, só não subiu mais com essa informação porque está indiretamente travado pelo contrato futuro da moeda negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F). O contrato de novembro atingiu o limite de 6% de alta pela manhã ao atingir a cotação de 2,390. Indiretamente o dólar pronto não pode oscilar muito mais do que 6%, pois haveria arbitragem nesse caso.

A moeda americana está se valorizando na maior parte dos mercados. A componente global, no entanto, continua sendo apenas parte da razão de alta da moeda por aqui. As negociações no mercado futuro continuam induzindo a variação no câmbio à vista. Mesmo com os leilões de moeda à vista e duas operações de swap cambial feitas pelo BC hoje, o dólar não diminuiu o ritmo de valorização.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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